Mãe mata filho de 11 meses com tiro na cabeça para impedir a custódia paterna
Leia mais
Noticias ao Minuto
noticiasaominuto.com

Mãe mata filho de 11 meses com tiro na cabeça para impedir a custódia paterna

Uma mulher de 36 anos assassinou o filho de 11 meses com um disparo na cabeça em 23 de dezembro do ano anterior, com o objetivo de impedir que o pai obtivesse a guarda da criança. Esta mulher, que havia sido acusada de sequestro por levar o menor de Wyoming para o Novo México, nos Estados Unidos, confessou-se culpada do crime de homicídio qualificado em 24 de agosto.

O Gabinete do Procurador Distrital do 6.º Distrito Judicial do Novo México divulgou um comunicado na rede social Facebook, informando que Norman R. Wheeler, o procurador-distrital, anunciou a declaração de culpa de Madeline Veronique Daly, de 36 anos, em 24 de agosto de 2026, referente à morte por tiro do seu filho de 11 meses.

Daly agora enfrenta uma sentença de prisão perpétua no Departamento Correccional do Novo México, que é a penalidade máxima para homicídio qualificado naquele estado americano.

No final do ano passado, Daly transportou o filho de 11 meses de Wyoming para o Novo México, violando uma ordem judicial que havia concedido a custódia provisória ao pai. Após uma denúncia sobre sua localização e um mandado de detenção pendente por acusações de sequestro, agentes do Gabinete do Xerife do Condado de Grant a encontraram em uma casa móvel em uma propriedade rural perto da Rodovia 15.

Ao cercarem o veículo e tentarem obter um mandado de busca, os agentes ouviram um tiro. Nesse momento, eles entraram na casa móvel e descobriram que Daly havia matado o filho com uma pistola calibre 9 mm. Após uma breve resistência, Daly foi detida, e os agentes tentaram resgatar a criança, levando-a apressadamente a uma ambulância no local, mas o menino faleceu devido aos ferimentos.

A mulher teria afirmado às autoridades que o ato valeu a pena se isso significasse que o pai e os familiares paternos jamais teriam acesso a ele. Ela também alegou crer que o filho estaria em risco de abuso sexual caso ela deixasse a caravana, e que o pai nunca desejou ter qualquer tipo de envolvimento com ele, seja financeiro, físico ou emocional, segundo relatos da People.

Contudo, uma campanha de arrecadação de fundos na plataforma GoFundMe, destinada ao pai do bebê, apresenta uma narrativa diferente. Segundo essa versão, Jake Stoner manteve um relacionamento com Madeline Daly. Após o término em julho de 2024, Madeline Daly fugiu e tentou ocultar o local onde ela e o bebê estariam. Durante esse período, Daly enviava mensagens de texto aleatórias a Stoner, informando que ele jamais faria parte da vida do filho.

Madeline Daly finalmente foi morar na pequena cidade de Ten Sleep, em Wyoming, para dar à luz. Jake Stoner conseguiu contatá-la e esteve presente no nascimento. Posteriormente, Daly recusou-se a discutir o nome da criança ou permitir que o sobrenome Stoner fosse registrado na certidão de nascimento.

A mesma nota indicou que a recusa de Daly em permitir que Stoner participasse da vida do filho persistiu por oito meses, até que o 5.º Tribunal Distrital Judicial do Condado de Washakie, em Wyoming, determinou a favor do homem, concedendo-lhe o direito de passar metade do tempo com Basil.

As primeiras visitas de Jake foram descritas como muito positivas. No entanto, na próxima ocasião agendada, Madeline Daly desobedeceu a ordem judicial. Quando Jake tentou reagendar, Daly recusou novamente. Diante disso, Jake pediu intervenção ao tribunal. Ao saber do pedido, Madeline Daly enviou uma mensagem a Jake, chamando-o de pai irresponsável e dizendo que já estava fazendo com que o filho começasse a chamar outra pessoa de 'papá'.

Neste ponto, a mulher fugiu com o menino. Como o nome do pai não constava na certidão de nascimento e Daly possuía dupla nacionalidade, havia receio de que ela pudesse deixar o país sem impedimentos. A denúncia acrescentou que a suspeita tinha histórico de abuso de substâncias e problemas de saúde mental, tendo inclusive tido um conflito com autoridades do Nebraska, onde ameaçou tirar a própria vida.

Jake fez uma longa viagem do Nebraska, onde mora e trabalha em uma fazenda, esperando que o filho um dia viesse se juntar a ele, até o Novo México. Ao chegar, foi informado de que não poderia ver o filho até 26 de dezembro devido aos feriados, o que causou grande dor a Jake, que desejava apenas ser pai.

Atualmente, o homem está lutando para que as leis sejam modificadas, permitindo a emissão de um Alerta AMBER — um sistema de alerta de sequestro de menores — com critérios menos rígidos.

Popular