O ex-gerente da equipe Bafana, Vincent Tseka, acabou no centro de um escândalo por não conseguir apresentar recibos no valor de R700.000 destinados às necessidades diárias da equipe durante a recente Copa do Mundo de Futebol. Apesar de seu contrato ter expirado em julho, relata-se que ele ainda está ligado à SAFA e solicitou à associação uma prorrogação até segunda-feira, 31 de agosto, para encontrar os documentos ausentes.
Embora seu contrato tenha terminado no mês passado, Tseka continua trabalhando na SAFA. A associação exigiu que ele prestasse contas de R700.000, que deveriam cobrir as despesas da equipe com souvenirs durante a Copa do Mundo de Futebol, pois ele não conseguiu apresentar os recibos correspondentes.
Este incidente não é o primeiro em que Tseka causou controvérsia em seu trabalho como gerente da equipe. Erros diversos relacionados às suas responsabilidades foram registrados anteriormente.
Erro com o cartão amarelo de Tebogo Mokoena
A equipe Bafana deveria vencer seu último jogo de qualificação para a Copa do Mundo para garantir sua vaga na final na América do Norte. No entanto, a equipe perdeu três pontos e sofreu uma derrota por 3 a 0 porque escalou em casa contra o Lesoto o jogador Tebogo Mokoena, que não tinha permissão para jogar. Tseka, responsável pelo acompanhamento dos cartões amarelos dos jogadores, explicou que perdeu a desqualificação de Mokoena porque saiu do estádio para buscar gelo para a equipe, e ninguém, incluindo o próprio jogador, o notificou sobre isso.
Incapacidade de organizar vistos
Mesmo depois que a vaga na Copa do Mundo foi garantida, a partida da equipe se transformou em caos. A equipe permaneceu em terra no Aeroporto Internacional OR Tambo porque vários jogadores e membros da equipe técnica não tinham os vistos necessários para embarcar para o México. Tseka, cujas responsabilidades como gerente da equipe incluíam a logística das viagens, assumiu a responsabilidade por esse problema. No final, a equipe precisou da intervenção tardia de partes interessadas externas, incluindo funcionários do governo, para garantir a partida de todo o elenco.
Briga na Libéria
Durante o jogo de qualificação do Campeonato Africano na Libéria, Tseka recebeu um cartão vermelho. Embora os torcedores afirmassem que ele estava defendendo a equipe, esperava-se que este experiente administrador mantivesse os padrões básicos de disciplina e espírito esportivo. O incidente em Monróvia foi o primeiro caso em que Tseka chamou a atenção do público por motivos negativos sob a liderança do técnico Hugo Bruus, prenunciando problemas futuros.
A CEO da SAFA, Lydia Mongwepao, confirmou que Vincent Tseka não é mais o gerente da equipe Bafana Bafana, pois seu contrato expirou em 31 de julho. Mongwepao informou que a posição já foi anunciada. Além disso, Mongwepao admitiu que Tseka cometeu vários erros logísticos durante o Campeonato Africano.
Incapacidade de reservar um local de treinamento
Em 2022, Hugo Bruus chegou ao estádio fechado e sem sinalização de Dobsonville para um treino agendado antes do amistoso contra Serra Leoa. Mais tarde, descobriu-se que Tseka não conseguiu reservar este local, o que levou a equipe a perder um dia importante de preparação.
Perda da reserva do Centro de Alto Desempenho
Os Bafana estavam animados após avançar para a final do Campeonato Africano de 2023. No entanto, sua preparação enfrentou um sério obstáculo quando Tseka, segundo relatos, não conseguiu reservar o Centro de Alto Desempenho (HPC) em Pretoria para o acampamento pré-torneio. Como resultado, a equipe teve que reservar urgentemente uma base de treinamento em Stellenbosch — uma mudança que Bruus acabou elogiando após os Bafana conquistarem o terceiro lugar no torneio.
