Meta solicita que TikTok e YouTube implementem regras de segurança para adolescentes similares às suas
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Meta solicita que TikTok e YouTube implementem regras de segurança para adolescentes similares às suas

A Meta, proprietária do Instagram e do Facebook, manifestou o desejo de que o YouTube e o TikTok adotem restrições comparáveis àquelas que a própria empresa concordou em aplicar. Essas medidas visam encerrar um litígio relacionado à segurança de crianças e adolescentes nos Estados Unidos.

O acordo firmado pela Meta, divulgado na quarta-feira (26), implica um pagamento de até US$ 17,1 bilhões (equivalente a cerca de R$ 92,9 bilhões) a 47 estados americanos, ao Distrito de Columbia e a certos territórios dos EUA. Este pagamento visa finalizar uma ação judicial que alegava que a empresa usava recursos do Instagram e do Facebook para fomentar a dependência entre menores de idade.

Adicionalmente ao montante financeiro, a Meta comprometeu-se a alterar a forma como crianças e adolescentes utilizam seus aplicativos. As providências incluem a implementação de limites diários de tempo, o fortalecimento dos controles parentais e a suspensão do acesso durante o período letivo. A companhia também deve cessar o envio de notificações push para crianças durante as aulas e aprimorar os sistemas de verificação de idade.

Essas alterações podem diminuir o nível de engajamento dos usuários mais jovens com os produtos da Meta. Por essa razão, a empresa busca persuadir seus principais concorrentes a seguir um caminho regulatório semelhante.

Até o momento, nem o YouTube nem o TikTok confirmaram publicamente a adesão à proposta. O YouTube optou por não emitir comentários, e representantes do TikTok não responderam aos questionamentos feitos pelo The New York Times.

Logo após o anúncio do acordo, a Meta divulgou uma carta aberta endereçada ao TikTok e ao YouTube, intitulada “Uma carta aberta ao TikTok e ao YouTube para que se juntem a nós no apoio aos adolescentes”. Nessa comunicação, a empresa solicitou que ambas as plataformas adotassem restrições análogas às que a Meta precisará implementar, afirmando que pretende estabelecer um “novo padrão da indústria” para a segurança infantil na internet. A Meta argumenta que as proteções só serão verdadeiramente eficazes se forem adotadas pelos competidores.

Esta estratégia é crucial para a Meta, pois, caso apenas Instagram e Facebook possuam limites mais rigorosos, os adolescentes poderiam migrar facilmente para outras plataformas com menor fiscalização.

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