Argentina: mudanças na legislação sobre recusa de assistência médica gratuita a estrangeiros
Leia mais
Viagem e Turismo
viagemeturismo.abril.com.br

Argentina: mudanças na legislação sobre recusa de assistência médica gratuita a estrangeiros

A partir de 11 de agosto, estrangeiros que não residem na Argentina não podem mais usufruir gratuitamente dos serviços de saúde do país em casos que não sejam de emergência. Esta decisão do governo de Javier Milei foi publicada no 'Decreto Nacional de Emergência', que alterou a Lei de Migração.

A nova regra reforça novamente a importância de obter um seguro de viagem antes de visitar a Argentina, prática já adotada na entrada no país. É necessário entender o que exatamente mudou (e o que permaneceu igual) para os viajantes.

Qualquer atendimento médico considerado eletivo deixa de ser gratuito para estrangeiros que não consigam comprovar sua residência na Argentina, incluindo turistas. Isso significa que problemas de saúde que não exijam intervenção urgente agora devem ser pagos pelo próprio usuário, e não pelo Estado.

Na prática, para receber assistência médica na Argentina, sendo um estrangeiro sem uma condição de saúde urgente, é necessário escolher uma das duas opções disponíveis.

O decreto do governo argentino estabelece claramente que 'a assistência em casos de emergência será garantida a todas as pessoas, independentemente do seu status migratório'. Assim, em situações realmente graves, a situação permanece inalterada: é possível procurar um hospital ou instituição médica sem custo adicional, mesmo sem seguro.

Geralmente, isso se aplica a situações onde há uma ameaça real à vida. O Ministério da Saúde da Argentina listou casos como AVC, infarto, emergências obstétricas, bem como traumas ou queimaduras graves, que continuam a garantir assistência médica sem custos.

As novas regras de assistência a estrangeiros são estabelecidas pelo Decreto Nacional de Emergência, um mecanismo semelhante às medidas temporárias no Brasil: é um documento emitido diretamente pelo Poder Executivo, com força de lei, mas que pode ser rejeitado pelo Congresso se houver vontade política.

Atualmente, não há garantia de que o decreto de Milei permanecerá em vigor ou não será alterado; basta a maioria dos votos na Câmara e no Senado para mudar a situação. Portanto, recomenda-se acompanhar as notícias da Argentina nas próximas semanas e meses para confirmar a situação atual durante a viagem. Até lá, é prudente ter um seguro contratado para cobrir problemas de saúde imprevistos.

Popular