Egípcia Minapharm prepara nova vacina contra a variante Bundibugyo do vírus Ebola com apoio da CEPI
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Egípcia Minapharm prepara nova vacina contra a variante Bundibugyo do vírus Ebola com apoio da CEPI

De acordo com a agência de informação financeira Bloomberg, o Grupo Minapharm receberá um aporte financeiro de até 16,5 milhões de dólares, equivalente a aproximadamente 14,1 milhões de euros, da Coligação para Inovações em Preparação para Epidemias (CEPI). Este financiamento destina-se a avançar a vacina da empresa contra a variante Bundibugyo do vírus Ebola pelas fases de desenvolvimento pré-clínico e para um ensaio clínico inicial previsto para ocorrer na África.

A CEPI, uma organização internacional focada em estimular investimentos em vacinas, informou que este será o quinto candidato vacinal específico para o Bundibugyo que recebe suporte financeiro desde o início da epidemia. Este investimento soma-se aos esforços crescentes para criar vacinas contra o Bundibugyo, uma cepa de Ebola considerada rara e para a qual ainda não há vacina aprovada.

O objetivo da CEPI é conseguir que pelo menos duas vacinas candidatas obtenham autorização de emergência e pré-qualificação da Organização Mundial da Saúde para uso durante a epidemia atual e em eventuais futuras ocorrências do Bundibugyo.

A dimensão sem precedentes desta epidemia está forçando as autoridades de saúde a buscar métodos de proteção contra um vírus sem vacina comprovada, visto que o número de casos confirmados atingiu 5.713 e o número de óbitos alcançou 2.744 desde que a epidemia foi declarada em maio.

A notícia sobre o progresso da vacina coincide com o anúncio feito pelo Instituto Nacional de Saúde Pública congolês (INSP), que apontou que a resposta à epidemia enfrenta dificuldades, como uma baixa capacidade de acolhimento e a carência de centros de tratamento de Ebola em certas unidades de saúde. Além disso, foram relatados um funcionamento inadequado nos pontos de controle e de entrada nas regiões afetadas, atribuído à desmotivação dos agentes nesses postos por não receberem remuneração.

As autoridades da República Democrática do Congo (RDCongo) alertaram ainda para um monitoramento deficiente dos contatos de casos confirmados, especialmente na província de Bas-Uélé (Norte), devido à falta de equipes dedicadas a essas tarefas.

Conforme o relatório mais recente do INSP, foram registrados 5.713 casos confirmados e 2.744 mortes por Ebola, resultando em uma taxa de mortalidade de 48%. A taxa de rastreamento se mantém em 84,6%, ficando aquém da meta estabelecida de 85%, enquanto 1.269 pessoas se recuperaram e 770 permanecem em isolamento ou internadas em centros de tratamento.

Além de Bas-Uélé, a disseminação do vírus está afetando outras cinco províncias: Ituri (considerada epicentro no leste), Tshopo (no centro-norte), Haut-Uélé, Kivu do Norte e Kivu do Sul (no leste), sendo que esta última não registra novos casos confirmados há mais de 80 dias.

Na sexta-feira, o país africano recebeu as primeiras 16.520 doses da vacina Ervebo, originalmente desenvolvida contra a variante Zaire do Ebola, mas que demonstrou sinais de potencial eficácia contra a variante Bundibugyo em estudos com animais, responsável pela epidemia atual.

Embora não existam tratamentos específicos para esta variante no momento, a Organização Mundial da Saúde (OMS) comunicou que outras duas vacinas desenvolvidas para combater o Bundibugyo estão na Fase 1 de testes em seres humanos e foram consideradas seguras, apesar de seu desenvolvimento poder demandar vários meses.

Esta epidemia configura-se como a segunda mais letal da história, ultrapassando o surto ocorrido na mesma região congolesa entre 2018 e 2020, mas ainda está distante de ser a mais grave já registrada, que provocou cerca de 11 mil mortes e 28 mil infecções na África Ocidental entre 2014 e 2016.

Após ser declarada na província de Ituri (Leste), a epidemia também se propagou para o Uganda, onde a OMS declarou o fim do surto na quarta-feira, após registrar 20 infecções confirmadas, incluindo 15 casos trazidos da RDCongo, dos quais duas pessoas faleceram.

O vírus Ebola é transmitido pelo contato direto com fluidos corporais de indivíduos ou animais infectados e provoca febre hemorrágica severa, vômitos, diarreia e sangramento interno.

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O líder da Igreja Católica manifestou preocupação com a propagação da epidemia de Ebola na República Democrática do Congo (RDCongo), pedindo uma intervenção da comunidade internacional. O Papa fez estas declarações a partir do Vaticano, durante a celebração do Angelus, mencionando frequentemente a situação na RDCongo em suas orações.

As autoridades congolesas informaram que a epidemia já resultou em 2.557 óbitos e contabiliza 5.375 casos confirmados. O Governo da RDCongo havia elevado este número de mortes no sábado, classificando o surto como o segundo mais fatal da história mundial e o que registrou maior número de infecções no país africano.

Em seu apelo, o Papa incentivou uma reação da comunidade internacional que integrasse também as populações locais nas atividades de prevenção, visando salvar vidas. Segundo o boletim mais recente divulgado pelo Ministério da Comunicação congolês, com dados coletados até 20 de agosto, a taxa de mortalidade atual atinge 47,6%.

Adicionalmente, 737 pacientes estão sob isolamento ou hospitalizados, enquanto 1.167 pessoas conseguiram se recuperar da doença. As autoridades reportam que a taxa de rastreio de contatos, que mede a porcentagem de contatos de um indivíduo infectado identificados pelos serviços de saúde, está em 85,5%, superando a meta estabelecida de 85% para reverter a epidemia.

A transmissão do vírus afeta seis províncias congolesas: Ituri, considerada o epicentro do surto; Kivu do Norte, Haut-Uélé (localizada a leste) e Tshopo (situada no centro-norte); Bas-Uélé (no norte) e Kivu do Sul (a leste). O país tem recebido vacinas recentemente na tentativa de controlar a pandemia.

A vacina Ervebo, desenvolvida inicialmente para combater a variante Zaire do vírus Ebola, demonstrou sinais de eficácia em animais contra a estirpe menos comum de Bundibugyo. Além disso, a Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou que outras duas vacinas específicas para a Bundibugyo estão em ensaios clínicos de fase 1 em seres humanos e foram consideradas seguras, embora seu desenvolvimento possa levar vários meses.

A OMS alertou que o surto atual apresenta o ritmo de crescimento mais acelerado desde sua declaração em comparação com qualquer surto anterior, possuindo potencial para alcançar os números registrados na África Ocidental entre 2014 e 2016, quando houve 11 mil mortes. O vírus Ebola é transmitido pelo contato direto com fluidos corporais de pessoas ou animais infectados e causa febre hemorrágica grave, vômitos, diarreia e hemorragias internas.

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A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou a disponibilização de 70.000 doses da vacina Ervebo. Este lote inclui 20.000 doses destinadas a um ensaio clínico de fase 3, cujo objetivo é analisar o efeito da vacina contra o vírus Bundibugyo, e 50.000 doses reservadas para profissionais de saúde e da linha da frente.

Embora ainda não haja confirmação de que a vacina Ervebo, que foi aprovada especificamente para a estirpe Zaire do vírus Ebola, consiga proteger contra o vírus Bundibugyo, dados iniciais obtidos em laboratório e em animais indicam que ela pode oferecer alguma proteção.

A situação epidemiológica na República Democrática do Congo (RDCongo) é grave, com o surto já tendo causado 2.476 óbitos e registrado 5.208 casos confirmados, conforme dados divulgados hoje pelo governo de Kinshasa. Isso estabelece este surto de Ebola como o mais fatal já documentado.

Em uma reunião do Comité de Emergência, convocada sob o Regulamento Sanitário Internacional para avaliar a epidemia, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, alertou que a epidemia está distante de ser controlada. Ele ressaltou que o risco de uma disseminação maior dentro da RDCongo e para outras nações permanece alto.

Adhanom Ghebreyesus declarou há três meses que a epidemia causada pelo vírus Bundibugyo na RDCongo configurava uma emergência de saúde pública de importância internacional. Ele acrescentou que, desde então, a doença se espalhou rapidamente, mantendo o risco de propagação nacional e internacional elevado.

De acordo com informações recentes da OMS, o vírus do Ebola começou a circular na região leste da RDCongo em fevereiro. Contudo, uma pesquisa publicada na revista Science, no final de julho, levantou a hipótese de que as primeiras infecções poderiam ter ocorrido ainda antes, possivelmente em janeiro.

Após a declaração da epidemia na província de Ituri, o vírus se expandiu para o vizinho Uganda. Este país havia declarado estar livre de Ebola em 28 de julho, após registrar 20 casos confirmados, sendo que 15 deles foram classificados como importados da RDCongo, incluindo duas mortes.

A epidemia atual está ligada à estirpe de Bundibugyo, caracterizada por uma taxa de letalidade que varia entre 30% e 50%. A OMS informa que, para esta estirpe, não existe vacina autorizada nem tratamento específico.

O vírus do Ebola é transmitido através do contato direto com fluidos corporais de indivíduos ou animais infectados e manifesta-se com febre hemorrágica severa, vômitos, diarreia e sangramentos internos.

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