Pesquisa aponta que quase metade dos brasileiros gasta mais de R$ 100 mensais em assinaturas digitais
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Pesquisa aponta que quase metade dos brasileiros gasta mais de R$ 100 mensais em assinaturas digitais

Um levantamento realizado pela Vindi em colaboração com o Opinion Box revelou que quase metade dos cidadãos brasileiros dedica mais de R$ 100 por mês aos seus gastos com assinaturas digitais.

Os dados do estudo indicam que 29% dos entrevistados gastam um valor situado entre R$ 101 e R$ 200, enquanto outro grupo, composto por 17% dos participantes, compromete despesas mensais entre R$ 201 e R$ 500.

Entre os tipos de serviços analisados, o streaming lidera o ranking, sendo mencionado por 79% dos respondentes. Há uma projeção de que esses custos tendam a crescer, visto que 51% dos entrevistados preveem aumentar seus gastos com assinaturas nos próximos cinco anos.

Outros serviços relevantes mencionados na pesquisa incluem armazenamento e computação em nuvem (citado por 43%), ferramentas de inteligência artificial (37%) e serviços de alimentação (42%). Assinaturas voltadas para animais de estimação foram apontadas por 23% das respostas.

Uma conclusão central do estudo reside na expectativa dos consumidores por elevação nos valores cobrados pelas assinaturas. Aproximadamente 22% dos entrevistados já antecipam o pagamento de valores maiores no prazo de 12 meses. Em contraste, 62% declararam intenção de manter o nível de gasto atual.

Ao analisar os custos por serviço individual, observou-se que as assinaturas variam em torno de R$ 20, R$ 30 ou R$ 40 mensais, dependendo da oferta. Exemplos citados são o streaming Netflix, que custa R$ 20,90, e planos pagos do ChatGPT, que iniciam em R$ 39,99.

No entanto, quando se considera o total acumulado de assinaturas, o custo mensal se torna mais elevado: somente 19% dos brasileiros pagam menos de R$ 50 por mês em assinaturas.

A maioria dos entrevistados gasta pelo menos o dobro desse valor mínimo: 29% gastam entre R$ 101 e R$ 200, e 17% gastam entre R$ 201 e R$ 500. Apesar desses valores, 47% conseguiram manter seus gastos nos últimos doze meses. Por outro lado, 35% elevaram suas despesas, enquanto apenas 18% conseguiram reduzi-las.

O levantamento também investigou os métodos de pagamento empregados para contratar os diversos serviços, destacando o cartão de crédito como o meio dominante, utilizado por 65% dos usuários. O Pix apresentou menor penetração, sendo usado por apenas 16%, com um crescimento modesto de 3% em comparação com 2025. O débito automático foi escolhido por 9% dos entrevistados.

Monisi Costa, chefe de pagamentos da Vindi, comentou que o Pix tradicional impõe uma etapa adicional, o que tende a afastar parte do consumidor.

Adicionalmente aos serviços de entretenimento, a pesquisa sublinha a crescente procura por assinaturas em outras áreas. Cursos e plataformas musicais representam 33% e 55% dos gastos, respectivamente. Contas de água e celular são incluídas nas assinaturas digitais por 62% e 64% das pessoas. Plataformas de atividades físicas, como Wellhub e TotalPass, consomem os gastos mensais de 44% dos brasileiros.

Este estudo foi conduzido online, abrangendo 1.040 pessoas de todas as regiões do Brasil, durante os meses de junho e julho de 2026.

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A Amazon implementou um aumento de preços de até 55% em seus principais aparelhos vendidos no Brasil, abrangendo as linhas Kindle, Echo e Fire TV. A companhia atribuiu essa modificação aos custos crescentes na cadeia de fornecimento de componentes de memória e armazenamento em nível global.

Em comunicado oficial direcionado ao Tecnoblog nesta segunda-feira, dia 24/08, a Amazon justificou a necessidade de recalibrar sua tabela de preços no território nacional. A empresa afirmou que a indústria de eletrônicos de consumo está enfrentando elevações consideráveis nos gastos com componentes de memória e armazenamento. Embora a Amazon tenha tentado absorver esses aumentos pelo maior período possível, ela precisou ajustar os valores de seus produtos, reiterando seu compromisso de oferecer bons produtos a preços acessíveis.

Uma análise dos novos valores, conforme reportado pelo TecMundo, demonstrou que 11 itens do catálogo da marca foram afetados, sendo os modelos de entrada e os mais recentes os mais atingidos. Alguns aparelhos de ponta, como o Kindle Scribe e o Echo Studio, conseguiram manter seus preços iniciais.

Observa-se um padrão claro na variação: quanto mais simples o dispositivo, maior foi o impacto percentual no preço. Por exemplo, o Kindle básico e o Echo Spot (modelo 2024) tiveram aumentos superiores a 50%, enquanto o Kindle Colorsoft Signature Edition registrou uma alta menor, de apenas 6,06%.

Esta diferença se deve à composição de custo de cada aparelho. Nos eletrônicos de entrada, os chips de memória RAM e de armazenamento constituem a maior parcela do custo total de fabricação. Com o encarecimento desses componentes, a margem de lucro, que já é naturalmente reduzida nestes modelos, torna difícil para o fabricante absorver o prejuízo.

Em contrapartida, em dispositivos considerados premium, o custo de produção é distribuído por diversos outros elementos, como telas de alta definição e materiais de acabamento. Isso possibilita que a empresa realize ajustes no preço final com repasses menores.

A razão fundamental para o aumento de custos reside no direcionamento da indústria de semicondutores para atender às demandas das empresas de inteligência artificial. Os principais fornecedores do setor, incluindo Samsung, SK Hynix e Micron, concentraram seus esforços na produção de memórias de alta largura de banda (HBM), cruciais para os data centers de IA e que oferecem maior rentabilidade.

Essa migração resultou em uma diminuição acentuada da disponibilidade de memórias convencionais, aquelas usadas em smartphones, computadores e dispositivos domésticos inteligentes. As previsões apontam que esta situação não é temporária, visto que os fabricantes já negociaram praticamente todo o estoque de memórias projetado para 2027. Espera-se que a escassez de oferta e os preços elevados persistam, no mínimo, até 2028, com algumas estimativas estendendo os efeitos desta crise até o final da década.

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A implementação de inteligência artificial (IA) tem o potencial de adicionar até R$ 986,7 bilhões ao Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil no período compreendido entre 2027 e 2030, conforme revelou um estudo conduzido pelo Reglab a pedido da OpenAI, desenvolvedora do ChatGPT.

Este levantamento avaliou o impacto potencial da tecnologia em doze segmentos cruciais da economia nacional. O montante projetado, já convertido para valores atuais e ajustado pela taxa Selic de 13% ao ano, equivale a cerca de 7,6% do PIB previsto para 2026, que é de R$ 12,9 trilhões.

Segundo os pesquisadores, a IA pode gerar um impacto acumulado equivalente a 2,77% do PIB ao longo desses quatro anos, promovendo um crescimento médio anual de 0,69 ponto percentual na economia ligada à tecnologia.

Fatores para a concretização dos ganhos

Os responsáveis pelo estudo ressaltam que esses benefícios não se materializarão de forma imediata. A concretização desse potencial está diretamente ligada à rapidez com que empresas, trabalhadores e órgãos governamentais incorporarem as novas ferramentas tecnológicas.

Entre os setores examinados, as indústrias de transformação demonstraram o maior potencial de ganho, com uma estimativa de R$ 264,2 bilhões entre 2027 e 2030 para as atividades que convertem matérias-primas e insumos em novos produtos. Em seguida, vieram as atividades de serviços, com R$ 165,4 bilhões, e o setor de comércio, que alcançou R$ 131,2 bilhões.

O estudo segmenta os efeitos da IA em duas vias principais: o incremento na produtividade dos colaboradores e o aumento da eficiência de maquinário, equipamentos e estruturas produtoras. No cenário modelado, 65% do impacto total provém do aumento da produtividade do trabalho, enquanto os 35% restantes são atribuídos à maior eficiência do capital.

Variações setoriais no impacto da IA

Essa proporção de impactos varia consideravelmente conforme a natureza da atividade econômica. Por exemplo, na agropecuária, 92% do efeito seria absorvido pelo capital. Este setor poderia acumular R$ 48,2 bilhões em ganhos, impulsionado principalmente pela integração de IA em infraestrutura, máquinas e equipamentos produtivos.

Em contraste, em áreas com forte concentração de tarefas cognitivas, o efeito sobre a produtividade dos trabalhadores seria o mais proeminente. Nas finanças, por exemplo, 87% do impacto estimado estaria ligado ao trabalho, sendo o maior percentual entre os doze setores analisados. Bancos, seguradoras e gestoras de investimentos poderiam aplicar IA em funções como classificação de sinistros, avaliação de riscos, atendimento ao cliente e revisão documental.

No segmento de informação e comunicação, que engloba empresas de telecomunicações, data centers e desenvolvedores de software, o impacto projetado atinge R$ 49,3 bilhões, com 97% do efeito relacionado ao fator trabalho. Um exemplo citado é o assistente administrativo, cujas tarefas repetitivas e codificáveis, como lançamento de dados, conciliação de agendas e classificação de documentos, seriam mais propensas à automação.

Por outro lado, um engenheiro de software poderia utilizar a IA para agilizar processos, como a geração de documentação e a correção de códigos, mantendo atividades que exigem julgamento, coordenação e definição de projetos sob responsabilidade profissional.

Desafios e recomendações para o Brasil

Apesar do potencial quantificado, a pesquisa aponta que a adoção da IA no Brasil tende a ser mais gradual quando comparada a economias mais desenvolvidas. Fatores como a disparidade entre as empresas, o alto custo do crédito, as deficiências na qualificação profissional e as restrições de infraestrutura foram destacados.

As projeções indicam que, até 2030, 66,6% dos ganhos potenciais ligados ao aumento da produtividade do trabalho e 62,4% dos ganhos associados a estruturas e equipamentos mais eficientes teriam sido alcançados.

É importante notar que os R$ 986,7 bilhões representam um potencial estimado, e não uma garantia de crescimento; sua realização depende da celeridade na adoção da tecnologia e das condições regulatórias, educacionais e institucionais do país.

O estudo sugere diversas ações para que o Brasil consiga converter esse potencial em benefícios econômicos reais. Entre elas, estão a requalificação de profissionais em funções passíveis de substituição, a ampliação da infraestrutura digital rural e a criação de incentivos para que empresas menos produtivas implementem IA.

Os autores também defendem a instituição de um arcabouço regulatório estável, políticas de governança, o uso de dados abertos e a aplicação da tecnologia nos serviços públicos. Conclui-se que a efetivação desses ganhos depende não somente do avanço tecnológico, mas também da capacidade de estabelecer um ambiente institucional, regulatório e educacional favorável à sua disseminação ampla e produtiva.

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