Em meio ao aumento da dívida pública dos EUA, investidores estrangeiros continuam a deter trilhões de dólares em títulos do governo americano. Vários países se destacam entre os maiores proprietários de títulos do Tesouro dos EUA.
O Japão mantém a posição de liderança desde 2019, ultrapassando a China. Até junho de 2026, os investimentos japoneses na dívida pública americana diminuíram cerca de metade; anteriormente, no período de 2013-2014, o portfólio do Japão excedia 1,3 trilhão de dólares. Atualmente, o Japão possui títulos dos EUA no valor de 1,1 trilhão de dólares.
No segundo lugar da lista está o Reino Unido, com 940 bilhões de dólares em títulos. A China ocupa o terceiro lugar com um montante de 633 bilhões de dólares. Além das grandes potências, pequenos centros financeiros estão bem classificados no ranking.
A Bélgica detém títulos do Tesouro dos EUA no valor de 483 bilhões de dólares, as Ilhas Cayman em 453 bilhões e Luxemburgo em 434 bilhões. Outros países no top 20 incluem Suíça, Singapura, Hong Kong, Noruega, Índia, Brasil, Arábia Saudita, Coreia do Sul, EAU e Israel.
A posse de reservas significativas de títulos do Tesouro americano está frequentemente ligada ao fato de esses títulos serem considerados um instrumento líquido para alocar reservas cambiais acumuladas do país. Destaca-se ainda que a dívida pública do Uzbequistão atingiu 48,3 bilhões de dólares no segundo trimestre de 2026, um aumento de 1,3 bilhão em relação ao trimestre anterior. No entanto, a maior parte dessas obrigações, especificamente 40,7 bilhões de dólares, constitui a dívida externa, ou 84% do total.
