Próxima tempestade no Atlântico pode ser chamada de Dolly, mas é coincidência com a cantora
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Próxima tempestade no Atlântico pode ser chamada de Dolly, mas é coincidência com a cantora

A próxima tempestade tropical prevista para se formar no Oceano Atlântico receberá o nome de «Dolly» e pode surgir nos próximos dias. Contudo, embora a cantora americana de country, Dolly Parton, tenha falecido na terça-feira, o nome da tempestade não é uma homenagem, mas sim uma simples coincidência.

De acordo com o USA Today, o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos está acompanhando uma onda tropical que tem potencial para se tornar a quarta tempestade nomeada na temporada de furacões do Atlântico de 2026. Esta onda, localizada no mar aberto do Atlântico, pode receber um nome até 27 de agosto, mas o nome «Dolly» foi designado há 30 anos e não possui relação com o falecimento de Dolly Parton em 25 de agosto.

O Centro Nacional de Furacões esclareceu que não há intenção de pular o nome «Dolly» caso a tempestade tropical esperada se materialize, visto que a nomeação de tempestades tropicais e o momento de seu uso estão fora de controle. A fonte informou que, em vez disso, existe um procedimento rigoroso estabelecido por um comitê internacional da Organização Meteorológica Mundial.

É importante notar que a Organização Meteorológica Mundial (OMM), que é uma agência das Nações Unidas, é responsável por definir os nomes de furacões e ciclones tropicais em escala global. Os nomes utilizados no Atlântico e no Pacífico Leste são extraídos de seis listas alfabéticas rotativas gerenciadas por um comitê da OMM, e essas listas são repetidas a cada sete anos.

Após cada temporada, o comitê avalia se algum nome de tempestade deve ser removido da lista devido à sua extrema severidade, incluindo mortes e danos, tornando insensível reutilizá-lo. Quando um nome é retirado, o comitê seleciona um substituto, optando por nomes curtos e fáceis de pronunciar. O nome «Dolly» foi incluído na lista rotativa de 1996 para substituir o nome Diana, um furacão que causou 139 vítimas no México em 1990.

A compositora, cantora e atriz americana Dolly Parton faleceu na terça-feira, aos 80 anos, conforme anunciado pelo sobrinho Brian Seaver, em nome da família, através de um vídeo nas redes sociais. Seaver, que foi responsável pela segurança de Parton nas últimas duas décadas, declarou que «Dolly abriu portas a gerações de cantores, compositores, músicos e sonhadores de todos os caminhos da vida e por todos os continentes. Seguindo o seu exemplo, acreditámos que tudo era possível».

Mais tarde, seus representantes divulgaram que a cantora morreu após uma «breve batalha contra o cancro». Um comunicado mencionava que «Depois de enfrentar corajosamente uma breve batalha contra o cancro, Dolly partiu hoje desta vida no Vanderbilt-Ingram Cancer Center, rodeada pelos seus entes queridos».

Segundo a People, a artista havia sido internada quatro dias antes de seu falecimento, na sexta-feira anterior, dia 21 de agosto. Após o anúncio da morte, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ordenou que a bandeira fosse hasteada ao meio mastro em todo o país durante uma semana. Trump expressou seu pesar em uma mensagem nas redes sociais, afirmando: «Lamento muito informar que Dolly Parton, uma das maiores cantoras de country, e da música em geral, de todos os tempos, acaba de falecer. É uma verdadeira perda para milhões de pessoas. Nunca houve alguém como ela, nem haverá».

Conhecida como a «Rainha do Country», Dolly Parton acumulou um catálogo com centenas de músicas, atingindo o recorde de 25 singles número 1 na tabela de country dos Estados Unidos e 47 álbuns no top 10 do mesmo gênero musical. Ela também obteve sucesso nas paradas de música pop com «9 to 5», que alcançou o primeiro lugar nos Estados Unidos em 1980.

Apelidada de «Rainha da Country», ela equilibrou sua carreira musical com a atuação, sendo indicada duas vezes ao Globo de Ouro, e seu programa de alfabetização «Imagination Library» doou mais de 150 milhões de livros para crianças. Dolly Parton fez sua estreia em disco em 1967 com o álbum «Hello, I'm Dolly», que foi o primeiro de seus 50 álbuns de estúdio. Ao longo de sua trajetória, ela recebeu 11 prêmios Grammy, três prêmios Emmy, um Oscar honorário humanitário e um Tony.

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