A chefe do comitê executivo da Safa, Lidia Monipeao, garantiu às partes interessadas que os 30 milhões de randes destinados ao sistema VAR estão em uma conta especial. A associação está trabalhando para concluir as verificações de gestão dentro de um prazo adicional de 21 dias.
A Associação Sul-Africana de Futebol (Safa) reconheceu que a atualização do Ministério do Esporte, Artes e Cultura sobre o processo de implementação da tecnologia de assistência de vídeo ao árbitro (VAR) demorou mais do que o esperado, embora já tivesse contatado as partes relevantes, como a Premier Soccer League (PSL).
O Ministro do Esporte, Gethon Mackenzie, criticou a Safa por não conseguir lançar o VAR na temporada atual, apesar de o departamento ter fornecido o financiamento necessário ainda em abril. Mackenzie exigiu que a associação lhe apresentasse um relatório em 21 dias úteis ou devolvesse os 30 milhões de randes alocados pelo departamento.
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A questão do atraso se intensificou na terça-feira, quando a liderança da Safa, incluindo a chefe do comitê executivo Lidia Monipeao e a vice-presidente Lindi Zwane, compareceu perante o Comitê Parlamentar de Esportes, Arte e Cultura para responder a perguntas sobre a associação.
Mkholisibam, chefe do Comitê Financeiro da Safa no Comitê Executivo Nacional (NEC), informou aos parlamentares que a associação realmente recebeu fundos do departamento. Ele observou que esses fundos estão armazenados em uma conta separada e segura e ainda não foram utilizados devido à necessidade de concluir várias etapas políticas e regulatórias antes da distribuição.
Entre os motivos do atraso estão a necessidade de treinar a maioria dos árbitros locais no uso do VAR, bem como o fato de que a maioria dos estádios pertence a municípios e não aos clubes, o que retarda o progresso da infraestrutura.
Mais tarde, a Safa emitiu um comunicado confirmando que realizou reuniões e consultas com as principais partes interessadas, em particular com a PSL, mas admitiu que poderia ter informado melhor todas as partes, incluindo a DSAC, sobre o andamento do trabalho.
O comunicado da Safa afirmou: «A Safa também consultou a Premier Soccer League (PSL) através do Comitê Conjunto de Liga (JLC) sobre a estrutura proposta de implementação. O grupo de projeto VAR apresentou seu trabalho ao JLC e ao Comitê Executivo da PSL no âmbito do processo de consulta às partes interessadas».
A Safa aceitou o prazo estabelecido pelo ministro para fornecer um relatório abrangente sobre o progresso da implementação, acrescentando que valoriza o apoio contínuo do departamento. «Após a interação com a DSAC em 18 de agosto, o Departamento concedeu à Safa uma prorrogação final de 21 dias para concluir os processos restantes e apresentar um relatório abrangente do projeto, incluindo recomendações obtidas através da revisão e confirmação dos fundos mantidos», declarou a Safa.
A associação enfatizou seu compromisso em garantir que a implementação do VAR ocorra de forma transparente, financeiramente responsável, em conformidade com os requisitos de governança e aquisições, e seja sustentável.
