Cerimônia tradicional Onam realizada em Delhi com atmosfera de Kerala
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Aaj Tak
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Cerimônia tradicional Onam realizada em Delhi com atmosfera de Kerala

Apesar de o evento ter ocorrido em Delhi, a atmosfera lembrava Kerala. O autor visitou o templo Uttara Guruvayurappan em Delhi Oriental para a celebração do festival Onam e imediatamente sentiu o espírito do Sul da Índia.

Antes de entrar no templo, havia uma atmosfera especial: as mulheres adornavam seus cabelos com guirlandas de mullappu (flor de frangipani), e os homens vestiam trajes tradicionais de Kerala — mundu. Estiveram presentes cerca de 80 a 90 por cento das pessoas. Alguns participantes seguravam oferendas, outros acendiam lanternas, enquanto os jovens tiravam selfies e fotos com telefones celulares.

Embora a cultura Malayalam estivesse presente em Delhi, apesar das diferenças linguísticas, a alegria do festival parecia muito pessoal. As pessoas se cumprimentaram com 'Feliz Onam', conversaram, e as mulheres se abanavam com leques para afastar o calor, enquanto as moças limpavam os rostos com lenços de papel.

O clímax de toda essa experiência foi a apresentação da sadya — um prato tradicionalmente servido em folhas de bananeira e que inclui de 15 a 17 itens diferentes. Aparentemente, as folhas de bananeira foram trazidas de Kerala, e algumas pessoas as moldaram cuidadosamente.

Em um salão com ar condicionado, com capacidade para cerca de 700 pessoas, mesas e cadeiras estavam dispostas, e os pratos eram dispostos nas folhas de bananeira sequencialmente. Aqui, a comida não era apenas alimento, mas uma tradição completa. Entre os muitos pratos estavam: arroz matta, parippu curry (ragu de leguminosas), sambar, rasam, avial, olan, kalan, eriseri, thorn, pachadi/ichdi, pulissery, inji puli, achar, upiyeri (chips de banana), sharkara varatti, papadam.

Além disso, dois tipos de kish foram servidos em duas folhas: kish de farelo de leguminosas e açúcar de palma de curdinho, bem como um kish de arroz que derrete na boca. No total, havia cerca de 15 a 16 pratos. Um conjunto completo levava de 10 a 15 minutos, pois 500 a 700 pessoas se sentavam em um turno, o que criava grande complexidade.

O início da refeição foi difícil devido à frescura das folhas, ao arroz e ao leve aroma do óleo de coco. No final, aproveitando a vantagem dos Biharis, o autor começou com arroz (matta rice) e sambar. A primeira experiência foi muito agradável.

Em seguida, ele experimentou inji puli — um patê de gengibre e açúcar de palma. Essa mistura de picante, doce e azedo causou uma tempestade de sabores. Era importante manter a calma externa entre centenas de malaias, cuidando de sua imagem.

Gradualmente, todos os itens foram consumidos. Embora as pessoas geralmente comam doces no final, o autor decidiu experimentar o kish de farelo de leguminosas (Kadala Parippu Payasam) mais cedo. Isso trouxe uma sensação de êxtase; o kish era espesso, aromático e rico no dulçor do açúcar de palma. Era importante comê-lo, e não engoli-lo.

O kish de arroz também deixou uma forte impressão — era incrivelmente macio e derretia na boca. A combinação harmoniosa de leite e arroz era tão leve e divina que parecia que não conseguia descer pela garganta enquanto se come com os olhos fechados.

Os papadams aqui são um pouco diferentes dos locais, mas o sabor permaneceu inalterado, mesmo que alguns pratos estivessem frios. Os chips de banana crocantes adicionavam prazer entre os pratos principais. A combinação de doce, azedo, salgado e picante em uma única folha lembrava que todos os sabores da vida estavam reunidos em um único prato.

O autor comeu com as mãos, como é costume em Kerala. Mais do que tudo, gostou que a comida e a cultura estavam intrinsecamente ligadas nessa experiência.

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