A OpenAI registrou mais uma saída de um executivo de alto nível. Chris Malone, que supervisionava a área de data centers da organização, deixou a companhia na semana anterior. Essa demissão ocorre em um período de intensa expansão da infraestrutura necessária para suportar os sistemas de inteligência artificial (IA) da empresa.
Malone integrou a OpenAI em março de 2025, logo após o anúncio do projeto Stargate. Este projeto foi desenvolvido em colaboração com Oracle e SoftBank com o intuito de aumentar a capacidade de data centers essencial para o crescimento dos modelos de IA da empresa. Anteriormente, Malone atuou como engenheiro proeminente na Meta, onde liderou a estratégia de data centers, além de ter ocupado cargos de engenharia e direção tecnológica no Google.
Sua saída acontece enquanto a OpenAI está passando por uma reestruturação em seu setor de infraestrutura e está aumentando drasticamente os investimentos em poder computacional. Atualmente, a empresa prevê despesas de cerca de US$ 750 bilhões (equivalente a aproximadamente R$ 3,86 trilhões) em capacidade de computação até 2030, um valor superior à estimativa anterior de cerca de US$ 600 bilhões (R$ 3,08 trilhões).
Reorganização da Infraestrutura
Antes dessa reorganização, Malone reportava-se diretamente a Greg Brockman, presidente da OpenAI. No início deste ano, a empresa reformulou sua estrutura de infraestrutura, designando Sachin Katti como líder da área mais abrangente, que também está subordinada a Brockman.
Malone e Adrian Caulfield passaram a colaborar como co-líderes de uma equipe focada no desenvolvimento técnico e nos projetos de data centers. A OpenAI implementou outras alterações estruturais recentemente. Em julho, Uday Ruddarraju foi promovido a diretor de tecnologia de capacidade computacional, respondendo a Brockman. Brent Mayo, contratado da xAI no começo deste ano, passou a reportar-se a Ruddarraju e ficou encarregado de assegurar que os projetos de computação da empresa fossem finalizados dentro do prazo.
Ruddarraju e Mayo participaram da construção dos supercomputadores Colossus, criados pela xAI, empresa de Elon Musk, localizados em Memphis, EUA. Em um comunicado, a OpenAI justificou a mudança afirmando que reorganizou sua área de infraestrutura para acompanhar a escala e o ritmo de seu trabalho. A empresa declarou: «Temos uma equipe de data centers forte e profundamente experiente, com liderança clara e conhecimento técnico para executar nossos planos».
Outras Mudanças e Desafios
A partida de Malone se soma a uma série de desligamentos de executivos da OpenAI em 2026. Nas últimas semanas, a companhia perdeu Denise Dresser, diretora de receita, Brad Lightcap, diretor de operações, e Fidji Simo, que detinha uma posição de destaque e era vista como uma das principais executivas próximas ao CEO Sam Altman.
Essa sucessão de mudanças ocorre enquanto a OpenAI trabalha em uma potencial oferta pública de ações, prevista para 2027, e busca expandir sua atuação no mercado corporativo, onde compete com rivais como a Anthropic. Apesar dessas saídas, a empresa garante que a reestruturação não afetará seus planos de infraestrutura.
A relevância da área gerenciada por Malone cresce considerando a magnitude dos investimentos planejados pela OpenAI. A projeção de gastos com capacidade computacional até 2030 foi elevada para aproximadamente US$ 750 bilhões (R$ 3,86 trilhões), superando a estimativa inicial de US$ 600 bilhões. Essa expansão abrange tanto a criação e operação de novas instalações quanto a contratação de serviços de terceiros, visando garantir capacidade suficiente para treinar e rodar modelos de IA cada vez mais complexos.
Neste contexto, a saída do executivo responsável por uma parte crucial da estratégia de data centers coincide com o aceleramento dos compromissos de infraestrutura da OpenAI. Contudo, a empresa assegura manter uma equipe experiente e uma estrutura de liderança bem definida para conduzir a expansão de seus data centers.
