NASA afirma que bandeiras deixadas por astronautas na Lua persistem, embora em estado degradado
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NASA afirma que bandeiras deixadas por astronautas na Lua persistem, embora em estado degradado

A NASA confirma que as bandeiras deixadas pelos astronautas na Lua não desapareceram totalmente. Segundo relatos de Buzz Aldrin, a bandeira da missão Apollo 11 foi arrancada pelo jato gerado pelo módulo lunar durante sua decolagem.

No entanto, imagens capturadas pelo Lunar Reconnaissance Orbiter (LRO) indicam que as bandeiras das missões Apollo 12, 16 e 17 ainda se encontram eretas. Contudo, essas imagens apenas revelam estruturas e sombras que são consistentes com bandeiras posicionadas verticalmente, sem garantir que estejam intactas.

Para as missões Apollo 14 e 15, as imagens disponíveis não oferecem confirmação segura sobre se as bandeiras permanecem em pé.

Instalação e Destino da Primeira Bandeira

Em 20 de julho de 1969, Neil Armstrong e Buzz Aldrin colocaram a primeira bandeira americana na superfície lunar. O tecido foi fixado a um mastro horizontal para manter-se esticado, visto que a Lua carece de atmosfera e ventos como os encontrados na Terra. Essa estrutura estava localizada perto do módulo lunar Eagle.

Quando era hora de deixar o local, o motor da etapa de ascensão levantou material da superfície, criando um forte jato sobre a área. Aldrin relatou posteriormente ter visto a bandeira cair enquanto subia. A documentação da NASA considera este relato coerente com as fotos subsequentes do local, que não exibem uma sombra que corresponda a uma bandeira em pé.

Após a Apollo 11, os astronautas começaram a posicionar as bandeiras mais distantes do módulo lunar. Essa alteração diminuiu a probabilidade de que o jato dos motores tivesse o mesmo impacto nas missões seguintes.

Análise das Imagens Orbitais e Degradação do Material

O LRO, lançado em 2009, passou a fotografar os antigos pontos de pouso utilizando câmeras capazes de registrar detalhes superficiais. Ao comparar fotos tiradas sob diferentes condições de luz, pesquisadores conseguiram identificar sombras ligadas às estruturas das bandeiras, sendo as evidências mais nítidas nos locais das Apollo 12, 16 e 17.

É importante notar que, mesmo que algumas bandeiras permaneçam fisicamente no local, é provável que sua aparência tenha mudado drasticamente em relação às fotografias originais. As bandeiras eram feitas de náilon e não foram concebidas para manter o tecido por décadas sob o ambiente lunar.

Na Lua, a ausência de atmosfera impede a filtragem da radiação ultravioleta solar, expondo o material diretamente a ela por muitos anos. Essa radiação UV pode causar a deterioração do náilon e o desbotamento dos pigmentos. Especialistas avaliam que as cores vermelho e azul provavelmente sofreram forte descoloração, embora a hipótese de o tecido ter ficado muito claro seja apenas uma estimativa, e não algo visível diretamente nas imagens do LRO.

Fatores Adicionais de Deterioração

Além da radiação, o náilon está sujeito ao vácuo, a grandes oscilações de temperatura e ao impacto de micrometeoritos. Todos esses elementos contribuem para o desgaste do material ao longo do tempo. Por essa razão, ainda não é possível determinar com exatidão o estado atual desses tecidos; uma inspeção direta nos locais de pouso seria o método mais preciso.

As imagens do LRO demonstram que certas estruturas ainda parecem estar onde foram instaladas há mais de cinquenta anos. Embora sejam invisíveis a olho nu da Terra, elas permanecem na superfície lunar como registros físicos das primeiras explorações humanas em outro planeta.

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