Dois indivíduos faleceram devido ao sarampo no condado de Lancaster, na Pensilvânia. Este Departamento de Saúde anunciou estas mortes nesta terça-feira, sendo elas as primeiras a serem registradas no estado norte-americano nos últimos 35 anos. Adicionalmente, são as primeiras mortes por sarampo a ocorrer nos Estados Unidos neste ano.
Debra Bogen, secretária de Saúde da Pensilvânia, expressou suas condolências aos familiares afetados, mencionando em comunicado que, visto que o sarampo havia sido praticamente erradicado no estado por mais de três décadas, as pessoas não estão totalmente conscientes da gravidade potencial da doença.
Fontes da imprensa internacional indicaram que ambas as vítimas fatais não possuíam vacinação. Este anúncio ocorre após o estado vizinho de Maryland notificar um surto de sarampo em pelo menos três condados. É importante ressaltar que o sarampo é extremamente contagioso, e a vacinação demonstra ser um método muito eficaz no controle da infecção.
Neste mesmo mês, o executivo norte-americano revogou oficialmente a recomendação da vacina tríplice viral VASPR (que protege contra sarampo, papeira e rubéola), através de uma ordem presidencial de Donald Trump, que exige uma reestruturação nas orientações de vacinação infantil. A nova ordem sugere a aplicação da VASPR em três doses distintas, administradas em consultas separadas, e aconselha o Departamento de Saúde a aprimorar a pesquisa sobre vacinas, conforme detalhado em um documento da Casa Branca divulgado pela imprensa americana.
Atualmente, nos Estados Unidos, só existe a vacina VASPR para crianças; não há vacinas separadas contra sarampo, papeira e rubéola. Embora a vacinação de crianças em idade escolar seja uma responsabilidade dos estados americanos e não do governo federal, muitos governos estaduais de orientação republicana deverão acatar as diretrizes emitidas pela Casa Branca.
Especialistas em saúde pública, citados pela Associated Press, manifestaram apreensão com a sugestão de Trump de espaçar as vacinas, pois isso poderia elevar o risco de as crianças contraírem doenças durante o intervalo entre as consultas, mesmo aquelas contra as quais já possuem imunidade.
Em dezembro, Trump determinou ao Departamento de Saúde e Serviços Humanos que realizasse um levantamento das recomendações de vacinação em outros países e avaliasse a possibilidade de revisar as diretrizes americanas para estar em conformidade. O departamento, sob a liderança do secretário de Saúde Robert F. Kennedy Jr. — conhecido por ser cético em relação à vacinação —, respondeu diminuindo o número de vacinas recomendadas por criança, contudo, essa alteração foi posteriormente barrada por decisão judicial.
Mais recentemente, com a aproximação das eleições intercalares de novembro, Trump tem focado em temas menos controversos na esfera da saúde, tais como a promoção de alimentação saudável e os esforços para reduzir os custos dos medicamentos.
