Cientistas do Brasil e da Alemanha conduziram um estudo que revelou que, para os macacos-prego que utilizam ferramentas, os sinais sociais desempenham um papel mais significativo do que as características físicas do próprio material.
No âmbito do experimento, os pesquisadores forneceram aos primatas pedras destinadas a quebrar nozes, alterando dois parâmetros: a dureza das pedras e a presença de vestígios de uso anterior nelas.
Observou-se que quando as ferramentas não apresentavam sinais de uso, os macacos-prego faziam sua escolha com base na dureza da pedra. No entanto, assim que os utensílios exibiam sinais de exploração, o fator dureza deixava de ser decisivo na tomada de decisão.
Apesar da mudança nos critérios de seleção, este estudo estabeleceu que a maneira como os primatas escolhiam as ferramentas não afetava o sucesso final do processo de quebra de nozes. Os resultados do trabalho foram publicados no periódico Proceedings of the Royal Society B.
