S&P Global Ratings vincula aumento da classificação de crédito do Uzbequistão à sua política consistente
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S&P Global Ratings vincula aumento da classificação de crédito do Uzbequistão à sua política consistente

Investidores internacionais que avaliam o Uzbequistão dão prioridade à estabilidade e previsibilidade da política em detrimento de medidas de reforma individuais, segundo Roman Rybalkin, diretor de ratings soberanos da Ásia Central na S&P Global Ratings.

Em um painel de discussão sobre capital e investimentos no Fórum de Finanças e Tecnologia da Rota da Seda em Tashkent, em 24 de agosto de 2026, Rybalkin observou que as conversas com investidores identificaram duas exigências principais: crescimento econômico e previsibilidade operacional. Ele enfatizou que o Uzbequistão demonstrou uma expansão confiante, impulsionada pelo crescimento médio anual de 6% desde 2017, bem como por tendências demográficas favoráveis na Ásia Central.

Rybalkin ligou diretamente a decisão da S&P de aumentar a classificação de crédito soberano do Uzbequistão em 2025 à implementação contínua da política pelas autoridades e à coordenação interdepartamental.

Riscos e Previsões

No entanto, a agência alertou que vários fatores cíclicos que sustentam a estabilidade macroeconômica nos últimos anos não serão mantidos indefinidamente. Os altos preços do ouro e os fortes fluxos de remessas ajudaram a lidar com o déficit da conta corrente, mas a queda nos preços das commodities cria riscos futuros para o orçamento estatal e o balanço externo.

A S&P prevê que a queda nos preços do ouro durante o período de 2027-2028 pode reduzir as receitas do Uzbequistão da conta corrente em cerca de 1% do PIB. Além disso, uma mudança no preço do ouro em US$ 500 pode afetar as receitas governamentais, incluindo impostos e dividendos da indústria de mineração, em quase US$ 1 bilhão. No âmbito da avaliação de crédito regional, as condições climáticas que afetam a energia hidrelétrica no vizinho Tajiquistão e Quirguistão também estão sendo monitoradas.

Em resposta aos comentários da agência, o presidente do Banco Central do Uzbequistão, Timur Ishmetov, reconheceu a existência de riscos externos relacionados aos preços do petróleo e dos alimentos. Ishmetov afirmou que, embora as turbulências globais ainda não tenham tido um impacto direto no Uzbequistão, o regulador está monitorando atentamente potenciais efeitos secundários de transmissão.

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No Uzbequistão, está sendo considerada uma possível correção na metodologia atual de atribuição de pontuações máximas aos candidatos que possuem certificados nacionais. Esta questão está em fase de estudo em conjunto com a Agência de Avaliação de Conhecimentos e Qualificações, informou Sardor Rajabov, vice-ministro do Ensino Superior, Ciência e Inovação.

Rajabov explicou que os exames para obtenção do certificado nacional diferem dos testes de admissão padrão: eles contêm questões abertas e o cálculo dos resultados é feito pelo modelo Rasha. Em contraste, nos testes comuns são usados itens fechados, o que cria o risco de adivinhação acidental das respostas.

Observa-se que o número de candidatos com certificados nacionais está aumentando a cada ano. De acordo com as previsões de Rajabov, sua população pode superar o número de ingressantes que realizam testes de admissão tradicionais nos próximos anos.

Atualmente, os detentores de certificados dos níveis A+ e A recebem a pontuação máxima pela respectiva disciplina de especialização. Para os certificados dos níveis B+, B, C+ e C, os pontos são distribuídos proporcionalmente ao resultado alcançado. Além disso, a pontuação máxima na disciplina obrigatória é concedida a todos os portadores de certificados, independentemente do nível.

Apesar das discussões, a decisão final sobre a modificação do sistema existente ainda não foi tomada. Os especialistas precisam avaliar a justificativa do sistema atual e analisar seu impacto no processo de admissão. Quaisquer mudanças propostas serão comunicadas posteriormente.

Além disso, havia informações anteriores de que filhos de trabalhadores da área médica e farmacêutica com pelo menos quinze anos de experiência em instituições estatais receberiam uma compensação de trinta por cento do custo anual da educação em universidades estatais, mas esse valor não deveria exceder quinze BRV.

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