A agência nigeriana divulgou um comunicado explicando que Esther Ogunmabo, uma mulher de 101 anos, foi presa em 15 de agosto na localidade de Ilisan, no estado de Ogun. Ela foi detida com pacotes de skunk, uma variedade de cannabis, pesando 90 gramas, alegando que vendia essa substância para vizinhos e residentes locais.
De acordo com a NDLEA, a centenária confessou às autoridades nigerianas que começou a se envolver com o comércio de drogas após sua mercearia sofrer danos devido a um incêndio. A agência informou, em nota divulgada aos meios de comunicação locais na segunda-feira, que uma de suas filhas era responsável por suprir a droga a cada quatro dias, sendo então vendida por Ogunmabo em pequenas quantidades.
Mohamed Buba Marwa, presidente da agência nigeriana, determinou que a idosa fosse liberada mediante fiança e recebesse suporte psicológico, considerando sua idade avançada, enquanto sua filha permaneceu detida.
A prisão de Esther Ogunmabo insere-se em várias operações conduzidas pela agência antidrogas nas fronteiras terrestres e marítimas do país da África Ocidental.
Em outra ocorrência, na sexta-feira, a polícia nigeriana prendeu uma mulher de 65 anos que estava com um coquetel de substâncias contendo 1,795 quilogramas de Scottish Loud (uma variedade de cannabis muito potente), 1,66 quilogramas de tramadol, 600 gramas de xarope de codeína, 125 gramas de diazepam e 50 gramas de flunitrazepam, totalizando 4,68 quilogramas.
No estado de Akwa Ibom, no sudeste, a NDLEA interceptou um barco de madeira em alto mar que transportava substâncias ilícitas destinadas a comunidades pesqueiras na Camarões. Três indivíduos foram capturados a bordo, e os agentes recuperaram 42,62 quilogramas de narcóticos, incluindo skunk e 20 gramas de cocaína, que estavam disfarçados dentro de um grande pacote de fufu de mandioca comestível, segundo a NDLEA.
Adicionalmente, a agência anunciou a primeira apreensão de drogas ilegais enviadas da Tailândia, após interceptar dois contêineres com maconha nos portos de Apapa e Lekki, em Lagos. A NDLEA afirmou que este achado reforça o aparecimento de uma nova rota de tráfico utilizada por grupos criminosos para transportar cannabis sintética para o país.

