No Uzbequistão, observa-se uma tendência de aumento no número de cidadãos que começam a receber pensões sem ter o tempo de trabalho total exigido. Esta situação é agravada pelo emprego informal e pelo não pagamento do imposto social, o que afeta diretamente o valor dos futuros benefícios de pensão.
De acordo com as normas vigentes, os homens precisam de 25 anos de serviço e as mulheres de 20 anos. Se o tempo de serviço real for inferior ao mínimo estabelecido, o cálculo da pensão é feito proporcionalmente ao número de anos trabalhados.
Dados estatísticos demonstram mudanças significativas nos últimos anos. Se em 2010 a proporção de novos aposentados sem tempo de serviço completo era de apenas 6%, até 2025 esse indicador saltou para 61%. Atualmente, um terço dos novos aposentados se retira do trabalho sem o tempo de serviço necessário. Além disso, a proporção geral desses cidadãos entre todos os aposentados aumentou de 3% em 2010 para 39% em 2025.
Ao mesmo tempo, um quarto dos aposentados recebe pagamentos na faixa de 820 mil a 1 milhão de soms. Os principais fatores que contribuem para este problema são o emprego não formal, o recebimento de salários 'por fora', o não cumprimento das regras de pagamento do imposto social e a ausência de documentos necessários nos arquivos para comprovar a atividade laboral.
Como o valor da pensão é determinado pelo tempo de serviço oficialmente registrado, pelo nível de salário e pelo imposto social pago, o emprego não oficial diminui inevitavelmente a estabilidade financeira dos cidadãos no futuro. Vale ressaltar que Uzbequistão e Azerbaijão assinaram um acordo de reconhecimento mútuo do tempo de serviço previdenciário.
