Netflix pode integrar serviços de streaming concorrentes em seu aplicativo, seguindo o modelo do Prime Video
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Netflix pode integrar serviços de streaming concorrentes em seu aplicativo, seguindo o modelo do Prime Video

A Netflix avalia a possibilidade de incorporar outros serviços de streaming em seu próprio aplicativo, o que incluiria a assinatura desses competidores. Essa estratégia espelha o que já é praticado pelo Prime Video da Amazon há vários anos.

Essas informações foram divulgadas em uma reportagem do jornal The New York Times, após conversas com três indivíduos que acompanham tais discussões. Fontes indicaram que houve contato com serviços como Peacock, associado à emissora americana NBC, e Fox One, que disponibiliza canais abertos e fechados da Fox Corporation nos Estados Unidos, entre outros.

De acordo com o NYT, a Netflix e outras companhias desse porte têm focado em reter o público dentro de sua plataforma pelo maior período possível. Para alcançar esse fim, elas planejam transicionar de meras produtoras e fornecedoras de conteúdo para se tornarem portais de acesso a múltiplos serviços de streaming.

O propósito dessa unificação é diminuir a taxa de cancelamentos, aproveitando a familiaridade do usuário com a navegação e centralizando todas as suas assinaturas em um único local. Algumas empresas já adotam essa prática, como a Amazon com seu Prime Video, que já oferece acesso a Paramount+, MGM+, Apple TV, Crunchyroll, HBO Max, Mubi e outros.

Outros players estão começando a implementar essa abordagem. Nos EUA, o YouTube Premium fornecerá acesso ao Peacock. Além disso, o Roku, adquirido pela Fox Corp por US$ 22 bilhões em junho de 2026, também está investindo neste conceito de hub, apresentando streamings através de seus Canais.

Esta iniciativa parece ser coerente com a demanda do público. Uma pesquisa realizada pela Antenna, consultada pelo NYT, mostrou que as assinaturas feitas por meio de plataformas terceirizadas aumentaram aproximadamente 60% nos últimos três anos.

Oferecer concorrentes dentro do próprio app é apenas uma das ações da Netflix para manter a audiência engajada em sua plataforma. Em uma publicação de julho de 2026, o Wall Street Journal noticiou que a empresa também estuda a inclusão de canais ao vivo em seu aplicativo, seguindo o exemplo de serviços como a Pluto TV. A Netflix já estabeleceu uma parceria com a emissora francesa TF1 para transmitir sua programação aos usuários no país.

Mais um movimento para expandir seu catálogo envolve a exibição de podcasts em formato de vídeo e a atração de criadores de conteúdo. Exemplos citados incluem o chef Nick DiGiovanni e a educadora Ms Rachel, que possuem 45 milhões e 21 milhões de inscritos, respectivamente, em seus canais do YouTube; seus vídeos também serão disponibilizados na Netflix.

Contudo, essa tática tem gerado reações. O YouTube estaria ponderando acordos de exclusividade com alguns dos canais mais populares de sua plataforma. A empresa teme que a dispersão do conteúdo, que antes era encontrado exclusivamente lá, dificulte a justificativa dos valores cobrados por espaços publicitários aos anunciantes.

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