Novo single de Eva Marie, «Keep My Name Out Your Mouth», oferece uma nova perspetiva sobre canções de término
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Novo single de Eva Marie, «Keep My Name Out Your Mouth», oferece uma nova perspetiva sobre canções de término

No novo single «Keep My Name Out Your Mouth», a cantora Eva Marie demonstra um lado mais ousado da sua personalidade, oferecendo uma abordagem confiante e humorística aos temas do amor e das perdas, o que difere das canções tradicionais de término.

Durante muito tempo, muitas composições românticas populares focaram na pessoa que ficou após o rompimento. Por exemplo, «Water Runs Dry» do Boyz II Men transmitia a tristeza do fim de um relacionamento, e «Think Twice» de Celine Dion transformava o arrependimento em um apelo para que o parceiro não fosse embora.

Nestes temas, o centro emocional, as lágrimas e o refrão principal pertenciam frequentemente à parte prejudicada. No entanto, Eva Marie procura mudar essa dinâmica.

Conceito do 'ego frágil'

Em «Keep My Name Out Your Mouth», a cantora de Cidade do Cabo inverte a narrativa habitual de um término. Ela não pede ao ex-parceiro para voltar nem se questiona sobre o que poderia ter feito de diferente. Em vez disso, ela dirige-se ao homem que partiu, perguntando por que ele continua a falar dela, apesar da decisão tomada.

Marie observa: «Não foi uma situação do tipo 'tenho o coração partido'. Foi mais como 'caramba, eu não consigo acreditar que me apaixonei por isso'. Foi mais uma experiência de resignação do que qualquer outra coisa, e definitivamente uma lição».

A música começou com a descrição de uma história de namoro moderna típica. Marie contou que o homem demonstrou um cuidado excessivo, prometeu-lhe o mundo, e depois desapareceu porque não estava pronto para um relacionamento sério. Ela acredita que teve sorte, pois tudo aconteceu rápido o suficiente para que ela não se apegasse demasiado.

No entanto, o sentido da história mudou quando ela começou a discuti-la com os amigos. «Comecei a conversar com os meus amigos e ouvi muitos deles terem quase a mesma história, às vezes até mais», partilha ela. — «Percebi que isto é muito maior do que a minha experiência pessoal».

É aqui que «Keep My Name Out Your Mouth» se afasta do formato tradicional de canção de término. Marie não está interessada em apresentar a pessoa que ficou após o rompimento como vítima. Ela questiona a suposição de que quem é deixado automaticamente é quem perde.

«Às vezes, ser deixado é na verdade a melhor coisa que pode acontecer a ti», afirma ela. No seu caso, a situação tornou-se ainda mais absurda depois de conseguir seguir em frente. Marie notou que começou a ouvir rumores de que este mesmo homem ainda falava dela, exagerando a proximidade do relacionamento e tentando associar-se a ela após o fim do vínculo.

«Foi a cereja no topo do bolo», diz ela. — «Há algo tão irónico no facto de alguém decidir que não te quer, e depois ficar subitamente encantado contigo quando já não tem acesso a ti».

Assim, o que começou como um término passou a tratar menos sobre rejeição e mais sobre ego. «Deixou de parecer um coração partido e passou a parecer muito mais um problema de ego», conclui Marie. Esta reviravolta é um elemento central da música.

Em vez de o narrador questionar por que alguém foi embora, é o próprio que partiu que se torna objeto de perguntas: Por que ainda falas? Por que ainda te importas? Por que ainda tentas apegar-te a alguém que, supostamente, decidiste não querer?

O seu EP de estreia continuará a explorar temas de amor, encontros e autoestima. Marie espera que seja um projeto que os ouvintes possam colocar enquanto se arrumam, para sentir uma maior conexão consigo mesmos. «Quero que seja um projeto que possas colocar enquanto te arrumas diante do espelho e simplesmente te sintas tu mesmo», diz ela. — «Não porque tenhas maquilhagem feita ou porque estás a usar algo, mas porque sentes uma ligação contigo mesmo e sabes o que mereces».

Embora «Keep My Name Out Your Mouth» possa ter começado com uma experiência decepcionante num relacionamento, a sua verdadeira mudança reside em quem tem o direito de definir o final. As antigas canções de término frequentemente deixavam a pessoa com o coração partido à espera de uma resposta, enquanto Marie já ultrapassou essa fase.

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O romance mais recente de Mia Arden, intitulado «How to Stop Being a N**i», apresenta um olhar extremamente humorístico sobre comportamentos negativos e a necessidade de assumir responsabilidade.

Análise do livro

O título do livro de Mia Arden, «How to Stop Being a N**i», pode levantar dúvidas no potencial comprador. No entanto, ao começar a leitura, o leitor se depara com o fato de que a linguagem da obra pode exigir ainda mais reflexão. A autora não hesita em usar linguagem chula, como P$#s, f##k e vark, o que pode parecer áspero para um leitor mais conservador.

No entanto, quanto mais o leitor avança no livro, menos vontade ele tem de pedir a Arden que suavize a linguagem. O romance é escrito na língua Kaaps, e essa língua é parte integrante de sua identidade, refletindo o modo de comunicação, piadas, insultos e relacionamentos dos personagens.

No início do livro, há um glossário que ajuda a entender o que exatamente significa o termo «n**i». As respostas incluem uma descrição de uma pessoa que não considera os sentimentos alheios e carece de empatia, bem como «a k@k person». O leitor até tem a opção de adicionar suas próprias definições ou notas.

O personagem central é chamado Lucian. Ele tem 45 anos, é DJ, amante e apreciador de bebidas. Seus relacionamentos estão à beira do colapso, ele está desiludido com o trabalho e ainda se agarra aos velhos tempos atrás do toca-discos de DJ. Em um vídeo no TikTok, Arden o descreve como um «n**i clássico» — egoísta, ciumento, negligente com a família e enganador.

Lucian decide mudar e acredita que nove passos o ajudarão a se livrar de sua «n**iery». É aqui que a autora brinca magistralmente com o gênero de autoajuda. O livro contém questionários, exercícios e até tipologia de «n**iers», entre os quais estão tipos como The Joller, The Deluxe n**i, The Baas e The Vark.

Algumas perguntas no livro têm um forte caráter de caixa alta. Por exemplo, pergunta-se se o leitor foi a um churrasco sem sua própria bebida e comida, ou se devolveu um carro emprestado com o tanque vazio, pagou pouco ao garçom ou dirigiu muito devagar na faixa rápida. Inicialmente, o leitor ri, e depois começa a marcar mentalmente os itens correspondentes.

À medida que avança, as perguntas se tornam mais desconfortáveis, abordando preconceitos nos relacionamentos e como as pessoas tratam umas às outras. Neste momento, o livro deixa de ser apenas humor grosseiro. Outro elemento agradável é a playlist que acompanha cada capítulo. Entre as músicas escolhidas pela autora, que ressoam sutilmente com cada capítulo, estão Bill Withers — Lean on me, Livin' it up, interpretado por Bill LaBounty, e Superwoman de Karyn White.

Para a autora, as playlists de alguma forma suavizaram o efeito de toda a linguagem chula, alterando o ritmo da leitura e criando uma trilha sonora para a história de Lucian. Os relacionamentos de Lucian com seu pai dão um tom mais sério ao livro, pois Lucian enfrenta não apenas quem ele se tornou, mas também o fardo que o levou a esse estado.

Arden afirma no seu TikTok que «em um nível mais profundo, n**iery é uma medida de moralidade». Isso provavelmente explica melhor o que se esconde sob todo esse humor. Embora a linguagem chula não seja adequada para todos, houve momentos em que sua excessividade atrapalhou a narrativa, e o próprio mecanismo de autoajuda às vezes pareceu excessivamente insistente.

No entanto, Arden alcança um resultado inesperado: ela engaja o leitor. Definições, perguntas e exercícios constantemente desviam a atenção do leitor de Lucian para o seu próprio comportamento. Se a curiosidade importa, Arden já conquistou o interesse de vários leitores potenciais. O livro despertou interesse na sala de redação, e muitos colegas esperam ter a oportunidade de ler uma cópia.

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