Para Tom Paolotino, o filme 'Um dos Bons' é mais do que apenas cinema. O ator principal e produtor executivo descreve este projeto como a 'culminação' de sua vida, mas por trás dessa excitação há um tema mais profundo — um relato sobre justiça, luto, perdão e as decisões que as pessoas tomam quando a vida não segue o plano.
Paolotino falou com entusiasmo sobre o trabalho de muitos anos neste drama criminal-cômico independente e sobre o que ele espera que os espectadores da África do Sul tirem da exibição. Ele enfatizou que 'ser um dos bons significa tudo': família, princípios, alma, comédia e entretenimento. É a realização de um sonho, a superação de dificuldades e o serviço como farol de esperança e inspiração para o mundo todo.
O filme 'Um dos Bons', dirigido por Julie O'Hara, que conta com um elenco estelar incluindo Paolotino, Susan Gallagher, Jacob A. Ware e Amy Zubietu, baseia-se no livro 'Lawyers Gone Bad' de Vincent Scarsella e é inspirado em eventos reais do Escritório de Disciplina de Advogados. O enredo se concentra em Dean Alessi (interpretado por Paolotino), um promotor honesto de Buffalo, Nova York, encarregado de processar advogados corruptos e antiéticos.
No entanto, a busca de Alessi pela justiça tem um caráter profundamente pessoal. Sua determinação é intensificada após a morte de seu filho atropelado por um motorista embriagado que possui grande influência e status social. Paolotino observou que se identificou profundamente com a determinação de seu personagem, dizendo: 'Há muito disso em mim. O que normalmente é paixão pela justiça, para Dean Alessi, é paixão pela justiça na esteroide.'
Paolotino acrescentou que compartilha um forte senso de justiça, especialmente no momento atual, quando os acontecimentos mundiais podem deixar as pessoas impotentes. Ele expressou o desejo de participar da busca por soluções, pois 'ama as pessoas e ama o mundo, e odeia o que está acontecendo no mundo hoje.'
No entanto, 'Um dos Bons' explora não apenas a punição como ato de justiça. Paolotino acredita que a mensagem do filme também reside em como as pessoas reagem à traição, raiva e luto. Ele afirmou que 'o luto não é uma desculpa para a violência'. Para ele, o perdão não é necessariamente reconciliação; é mais uma forma de libertar-se do fardo imposto por outra pessoa. Ele explicou: 'Você precisa perdoar. Isso não significa que você deve ter contato com essa pessoa, mas você se liberta através de alguma forma de perdão.'
Essa abordagem filosófica se estendeu ao processo de criação do filme. Paolotino relatou que a formação da equipe acabou sendo uma busca por pessoas adequadas e a criação de uma cultura baseada no serviço, e não no status. Ele notou que encontrou pessoas movidas não pelo ego ou pela fama, mas pelo desejo de servir, o que é sentido no filme. Essa abordagem colaborativa permitiu gerar ideias de todas as fontes; por exemplo, um estagiário sugeriu adicionar um trauma ao passado do protagonista, o que intensificou sua paixão pela justiça e se tornou parte de seu caráter.
Na produção de um filme independente, o financiamento é um obstáculo sério, mas Paolotino decidiu agir como se a criação do filme nunca tivesse sido questionada. Ele reconhece os dados estatísticos, mas insiste: 'Vamos ver o que acontece. Grande parte depende da história que você conta a si mesmo, e a história que contamos a nós mesmos foi que estamos fazendo este filme, e é só isso.'
Ele deu um conselho aos cineastas iniciantes: defina uma data de filmagem. Segundo ele, 'se você é um cineasta, estabeleça uma data para filmar o filme, e você ficará surpreso com como o universo conspirará para que isso aconteça.'
Agora que 'Um dos Bons' chegou à África do Sul, Paolotino espera que o público local venha sem preconceitos. Ele orou por isso, desejando que os sul-africanos entrassem no cinema com mente e coração abertos, deixando de lado todas as suas noções de Hollywood, América e sistema legal, e simplesmente estivessem prontos para uma nova experiência.
Vivendo em Nova York, Paolotino sente uma conexão especial com a África do Sul e aquele sentimento de oportunidade que experimentou em Joanesburgo. Ele valoriza a sensação de criação que sente lá, observando que eles 'estão desvendando aqui, na África do Sul, e desvendando juntos, e eu amo isso.'
Talvez o filme seja apenas o começo. O objetivo principal de Paolotino é transformar 'Um dos Bons' em uma série de televisão, o que permitirá que o mundo e a equipe evoluam ao longo de várias temporadas. Ele vê um enorme potencial na coesão que conseguiu criar em poucas semanas de filmagem e imagina como seria a colaboração em uma série de cinco ou seis temporadas. O local de produção da série ainda não foi definido — pode ser América ou África do Sul.
No entanto, ele está firmemente convencido de que isso acontecerá, assim como no filme. 'Não há plano B. Estamos filmando uma série de televisão chamada 'Um dos Bons'.' Essa convicção retorna à ideia de integridade, que, na opinião de Paolotino, está na base tanto do filme quanto de sua própria vida. Ele conclui: 'A decisão é cumprir as promessas. Quando você está em sua integridade, você está em acordo, e as coisas fluem. As pessoas se dão bem, vocês podem trabalhar juntos, amar, viver e colaborar, e aproveitar a vida. Então, isso começa e termina com integridade. Pelo menos, essa é a minha experiência.'
