Ouse Fashion e say architects criam um lobby que traduz a identidade da marca através do design duradouro
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Ouse Fashion e say architects criam um lobby que traduz a identidade da marca através do design duradouro

A Ouse Fashion, empresa sediada em Hangzhou, possui duas décadas de experiência focadas na confecção de vestuário, concebendo a moda não apenas como estética, mas como a facilidade de viver o cotidiano. O lobby corporativo funciona como o principal ponto de contato entre a marca e seus públicos, sendo essencial que os colaboradores sintam um senso de propósito em seu trabalho, enquanto os visitantes iniciais percebem o padrão e o gosto da marca através de materiais, iluminação e escala. Para os parceiros, o lobby deve refletir a identidade de um sistema estético completo.

Questionando se seria possível transferir o conceito de uma marca de vestuário para o ambiente físico, muitos associam a «expressão da marca» a uma «exibição suntuosa», utilizando os materiais mais caros e elementos visuais grandiosos. No entanto, um espaço baseado no luxo tende a ser incompatível com a passagem do tempo. O escritório say adota uma abordagem distinta: um espaço não deve seguir tendências, mas sim superá-las. A estratégia aplicada à Ouse foi desenvolver um local que mantenha sua atualidade mesmo daqui a vinte anos, baseando-se na força do design em vez de materiais dispendiosos.

Essa filosofia é evidente desde o primeiro momento de chegada. O acesso foi alargado para seis metros, integrando pavimentação de granito e vegetação que se estende da rua para o interior. Não há um hall fechado ou um degrau recuado; o limite entre o interior e o exterior se funde progressivamente, ocorrendo a transição de maneira orgânica ao longo do piso. Logo na frente da entrada, uma pedra repousa em silêncio, apresentando uma superfície esculpida com texturas onduladas.

Ao adentrar o lobby, os pilares existentes são os primeiros elementos notáveis. Cada pilar possui uma curvatura suavemente côncava, com luminárias de parede embutidas em suas reentrâncias. O pilar transcende sua função estrutural, transformando-se no caule de um lótus que suporta sua folha. Subindo pelo caule, o teto assume a forma de folhas de lótus — algumas ligadas aos pilares e outras suspensas independentemente. Superfícies de dupla curvatura definem a orientação de cada folha, enquanto uma luz dourada irradia por trás dessas curvas, criando a sensação de estar em um lago ensolarado. A parede é segmentada em painéis, adornados com frisos de pedra esculpidos nas junções, simulando as nervuras das folhas de lótus.

A fachada inteiramente envidraçada permite a entrada da luz da tarde, fazendo com que sombras e luz deslizem lentamente sobre o teto de folhas de lótus. Um café ocupa o lobby, servindo como ponto de recepção diária, representando tanto a qualidade da marca quanto um convite cordial. O balcão de recepção se destaca discretamente, esculpido a partir de uma única peça de Phoebe zhennan. A madeira envelhece lentamente, consolidando densidade e brilho em seus veios, um eco dos vinte anos da marca.

A linguagem curva se estende do lobby até o hall dos elevadores, momento em que o tom espacial evolui de expansivo para acolhedor. Materiais naturais como madeira, pedra e metal não resistem ao tempo; eles o acolhem. Eles ganham caráter com o uso, e não meramente com a idade. Um espaço que envelhece bem dispensa reformas constantes, assim como a marca não precisa provar continuamente que «acompanha os tempos». Em pontos cruciais, são inseridos marcos estéticos exclusivos da marca, não através da ampliação exagerada do logotipo na parede, mas sim ao deixar uma impressão duradoura após a visita: este é o espaço da Ouse. O lobby, portanto, não é apenas decoração; ele é a comunicação diária da marca.

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