A 11ª Feira Internacional Árabe do Livro de Istambul, que reuniu mais de 300 editoras de mais de 30 países, encerrou-se em Istambul no domingo. O pavilhão da República Islâmica do Irã apresentou aos visitantes o potencial cultural e literário do país, exibindo obras nas áreas de literatura, história, arte e patrimônio cultural. Isso proporcionou ao público árabe a oportunidade de conhecer as produções culturais e literárias iranianas, informou a ILNA.
Paralelamente à feira, uma delegação de editores e figuras culturais do Irã visitou várias seções do evento e o pavilhão iraniano. Durante esta visita, a delegação iraniana, acompanhada por Bahram Kian, cônsul cultural da República Islâmica do Irã em Istambul, encontrou-se com o professor Mahmoud Erol Kılıç, diretor geral da IRCICA (Centro de Pesquisa de História, Arte e Cultura Islâmicas), para discutir o desenvolvimento de laços entre editores, autores e ativistas culturais do Irã e a IRCICA.
Após esta viagem, membros da delegação do Prêmio Literário Palestino Global realizaram um encontro com Ahmad Mohammadi, cônsul-geral da República Islâmica do Irã em Istambul, e Bahram Kian no escritório do Consulado Geral. O objetivo do encontro foi discutir oportunidades de cooperação cultural e literária.
Mohammadi enfatizou a importância de utilizar o potencial cultural e literário para apoiar a causa palestina, insistindo na necessidade de fortalecer os laços com escritores, poetas, editores e ativistas culturais de vários países, bem como na promoção de obras literárias relacionadas à Palestina.
Durante a reunião, Maysam Nili, chefe da Associação de Editores da Revolução Islâmica e presidente do Conselho de Política do Prêmio Literário Palestino Global, declarou que este Prêmio é um evento internacional e não governamental, organizado em colaboração com uniões e associações culturais e literárias de vários países.
Ele acrescentou que o objetivo deste prêmio é identificar e apresentar as melhores obras literárias dedicadas à Palestina, à resistência do povo palestino, à libertação de Jerusalém (Al-Quds) e aos crimes do regime sionista na Palestina. O prêmio também visa homenagear escritores, poetas e editores de todo o mundo que defenderam o povo palestino através de suas atividades.
Enfatizando o caráter popular e internacional do evento, Nili observou: «Este prêmio pertence às nações que apoiam a Palestina; escritores, poetas e editores de todo o mundo são convidados a juntar-se a este movimento cultural e literário em apoio ao povo palestino e à defesa de Al-Quds, a primeira qibla dos muçulmanos».
Quanto aos objetivos da viagem da delegação a Istambul, ele indicou que um dos principais focos é a busca por escritores, poetas, editores e literatura relacionados à Palestina e à resistência na Turquia. Esforços estão sendo feitos para reconhecer o potencial literário e cultural nesta área e estabelecer caminhos para comunicação e cooperação entre a secretaria desta estrutura e seus colegas na Turquia.
A reunião concluiu com a ênfase na necessidade de utilizar feiras internacionais do livro, instituições culturais e redes de editores e escritores para expandir a interação literária e cultural e promover obras relacionadas à Palestina.
A primeira edição da Feira Internacional Árabe do Livro de Istambul ocorreu em 2016, com a participação de 170 editoras de 15 países árabes, além do Irã, Turquia e Itália. Nos anos seguintes, a feira transformou-se em um evento anual para a indústria editorial árabe na Turquia e uma plataforma para a interação de editores, leitores e instituições culturais árabes e turcas. A feira é voltada para milhões de árabes que vivem na Turquia, bem como pessoas de origem árabe e falantes de árabe, buscando promover a língua árabe na Turquia e fortalecer os laços culturais entre árabes e turcos.

