Artistas iranianos apresentarão obras em exposição em Sydney dedicada à guerra e à paz
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Artistas iranianos apresentarão obras em exposição em Sydney dedicada à guerra e à paz

A associação feminina filantrópica iraniana participará de uma exposição de arte que ocorrerá em Sydney, Austrália, no início de setembro. A associação apresentará obras selecionadas de artistas iranianos no evento, que explora as consequências humanas da guerra e da destruição.

A exposição, intitulada «Quando a terra abraça o céu», acontece a convite da Conference of Birds – centro xiita de arte e cultura de Sydney. Ela está programada para ocorrer de 5 a 13 de setembro e visa mostrar a vida nos países do Oriente Médio antes do início das hostilidades, bem como examinar as realidades enfrentadas pelas pessoas após conflitos e destruições.

Os organizadores destacam que o objetivo do evento é chamar a atenção para as consequências destrutivas da guerra, os horrores humanitários, os crimes de guerra cometidos em áreas residenciais e a morte de civis inocentes.

A seção dedicada ao Irã se concentrará no massacre de Minab como tema central, enfatizando o custo humano dos ataques que atingem espaços educacionais e civis. A associação feminina filantrópica iraniana convidou artistas iranianos a submeterem seus trabalhos para avaliação na exposição. O prazo final para submissão de obras é 2 de setembro, enquanto a própria exposição ocorrerá de 5 a 13 de setembro. Além disso, três obras notáveis receberão prêmios em dinheiro.

Em 28 de fevereiro, a escola primária para meninas Shajareh Tayebe, na província de Hormozgan, tornou-se palco de um terrível massacre quando os Estados Unidos e Israel iniciaram seus ataques contra o Irã. Durante uma aula, dezenas de meninas e meninos com idades entre 7 e 12 anos foram atingidos por um ataque de míssil, que resultou no colapso do edifício, soterrando crianças e professores sob os escombros. As autoridades iranianas confirmaram o número final de mortos — 168 pessoas, e pelo menos 95 feridos, o que foi um dos eventos mais trágicos do primeiro dia do conflito.

Apesar das tentativas das autoridades dos EUA e de Israel de se distanciar deste massacre, enquanto imagens da tragédia eram disseminadas nas redes sociais, investigações forenses detalhadas e digitais apresentaram um quadro completamente diferente. Uma análise realizada pela unidade de investigação digital da Al Jazeera, utilizando mais de dez anos de imagens de satélite e clipes de vídeo recentes, mostrou que a escola era um objeto civil claramente separado, isolado de quaisquer instalações militares vizinhas por pelo menos dez anos. Além disso, depoimentos e análise de satélite confirmaram que a escola sofreu três ataques separados e direcionados, o que não deixa dúvidas sobre a natureza do ataque.

A comunidade internacional tem enfrentado um número crescente de evidências sobre a responsabilidade por essa crueldade. Investigações de publicações mundiais proeminentes, incluindo The New York Times, BBC Verify, CBC e NPR, concluíram que os Estados Unidos são responsáveis pelo ataque. Essas conclusões levantaram questões fundamentais sobre as informações usadas para justificar o bombardeio, visto que a natureza do ataque indica o atingimento direto de uma instituição de ensino civil. A tragédia na Escola de Minab agora serve como um sombrio testemunho do enorme custo humano da agressão e se torna o centro das exigências de responsabilização internacional.

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