República Democrática do Congo implementa testes em corpos para vírus Ebola antes do sepultamento
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República Democrática do Congo implementa testes em corpos para vírus Ebola antes do sepultamento

As autoridades da República Democrática do Congo estão reforçando as medidas de precaução no manuseio de corpos falecidos devido ao agravamento do surto do vírus Ebola no país.

De acordo com as novas regras, os corpos nos necrotérios devem ser testados para Ebola antes de poderem ser entregues às famílias para sepultamento. As autoridades explicam que essa necessidade visa detectar infecções que poderiam passar despercebidas e prevenir que os rituais fúnebres se tornem novos focos de transmissão da doença.

Katembo Congo Maombi, funcionário do necrotério do Centro Médico de Ruwenzori, informou que os restos mortais não podem ser liberados sem autorização oficial. Ele enfatizou: «Ninguém tem permissão para deixar o necrotério sem autorização. É assim que trabalhamos aqui».

As famílias são forçadas a esperar pela coleta e análise das amostras antes de receberem os corpos de seus entes queridos. Além disso, os profissionais de saúde realizam trabalho de esclarecimento com os parentes, informando-os sobre os riscos e incentivando métodos de sepultamento mais seguros.

Priscilla Luanda, conselheira sênior de saúde do governador do Norte de Kivu, observou que as famílias são notificadas sobre os procedimentos vigentes quando o corpo chega ao necrotério. Luanda declarou: «No caso de morte por Ebola, tomamos medidas para comunicar com a família. Isso também nos ajuda a aumentar a conscientização pública. Quando a família traz o corpo para o necrotério, é informado que eles devem esperar até que as amostras sejam coletadas e testadas antes de proceder ao sepultamento».

Sepultamentos seguros e dignos são uma parte crítica dos esforços de combate ao Ebola, pois o vírus pode permanecer em alto nível de transmissibilidade nos corpos dos falecidos. Portanto, o pessoal médico tenta minimizar o contato direto com os restos mortais, ao mesmo tempo que permite que as famílias realizem os funerais de forma culturalmente apropriada e o mais segura possível.

Essas medidas são tomadas em meio à luta da RDC contra o surto de Ebola, que as autoridades declararam em maio. O surto começou na província de Kasai e se espalhou rapidamente, levando os órgãos de saúde e parceiros internacionais a expandir os esforços de vigilância, vacinação e tratamento.

A Organização Mundial da Saúde e outras agências médicas fornecem apoio na identificação de casos suspeitos, rastreamento de contatos e fortalecimento das medidas de prevenção de infecção nas comunidades e instituições médicas. Os profissionais de saúde esperam que um controle mais rigoroso no manuseio de corpos, combinado com detecção precoce e conscientização pública, ajude a quebrar as cadeias de transmissão e a retardar a propagação do surto.

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