Filho inicia busca por mãe desaparecida há 24 anos nos Estados Unidos
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Filho inicia busca por mãe desaparecida há 24 anos nos Estados Unidos

Alysha "Krsangi" Hanin sumiu misteriosamente há mais de duas décadas. Seu filho, Adrian Hoffman, decidiu retomar as investigações sobre o desaparecimento da mãe, revisando os últimos passos dela e entrando em contato com as autoridades.

Alysha Hanin foi vista pela última vez em 6 de janeiro de 2002, em Miami Beach. Na época do sumiço, Adrian Hoffman tinha apenas três anos, e hoje ele conta com 27 anos. Por isso, ele viajou da Austrália para os Estados Unidos na tentativa de entender o que ocorreu com a mãe.

Adrian começou a reconstruir os momentos finais de Hanin, contatou as autoridades e conversou com pessoas que poderiam ter tido contato com ela. Segundo o Tampa Bay Times, Alysha Hanin estava hospedada no Shore Club quando desapareceu. A modelo teria saído do hotel para comer algo entre 2h e 4h da manhã local e jamais retornou. Em seu alojamento permaneceram suas malas, documentos e outros pertences pessoais.

Desde aquele momento, Alysha nunca mais foi avistada, e não houve nenhuma movimentação em suas contas bancárias. O mesmo veículo de imprensa relatou que, nos dias seguintes ao desaparecimento, a jovem de 24 anos possuía diversos compromissos agendados, incluindo mudança para um novo apartamento em South Beach, intimação judicial por um caso de violência doméstica e planos de retornar à Austrália para encontrar o filho.

Embora Alysha tenha desaparecido em 6 de janeiro de 2002, seu sumiço só foi notificado 21 dias depois, em 27 de janeiro. Detetives responsáveis pelo caso, conforme uma carta enviada à família em 2008, acreditam que a jovem possa estar morta, levantando suspeitas de que ela foi vítima de um crime. Apesar disso, até hoje ninguém foi formalmente acusado, e a investigação segue ativa.

Adrian explicou ao jornal Herald que o fator principal que motivou sua ação foi atingir a mesma idade da mãe no momento do desaparecimento, aos 24 anos. Ele resumiu a situação dizendo que ela simplesmente desapareceu. O jovem também compartilhou lembranças de infância, como ser levado ao Sea World para observar baleias e nadar junto com a mãe, além de ser deixado na creche.

Adrian, que foi criado pela avó na Austrália após o suicídio do pai, sempre falou sobre a mãe e o que poderia ter acontecido. Enquanto criança, ele especulava sobre o destino dela; na vida adulta, ele passou a questionar mais sobre a origem e a mãe. Ele observou que conseguiria justificar o comportamento do pai, mas o desaparecimento da mãe era algo que ele não conseguia compreender.

Essas dúvidas o impulsionaram a iniciar uma investigação própria, consultando fóruns online sobre o caso e pesquisando o nome da mãe em busca de novas informações. Em janeiro de 2023, um artigo do Herald surgiu solicitando dados sobre o desaparecimento de Alysha, que na época era um caso arquivado. Antes disso, ele acreditava que a mídia não se importaria com o caso, pensando que ela havia sido esquecida.

Assim, ele decidiu entrar em contato com o jornal Herald e começou sua busca por respostas. Ao longo dos últimos três anos, ele coletou dados, contatou amigos de Hanin e explorou inúmeras teorias. Ele também analisou documentos de um detetive particular contratado pela avó após o sumiço de Hanin e criou o site Finding Alysha.

O Tampa Bay Times informou que existe apenas um boletim de ocorrência de duas páginas. Este documento menciona Mark Guariglia, um ex-namorado, que é apontado como suspeito devido ao histórico de violência doméstica entre ele e Hanin. Alysha Hanin teria passado a noite de Ano Novo com Guariglia, cinco dias antes de desaparecer.

O Herald contatou Mark, que informou ao jornal que havia sido interrogado na época e não foi considerado suspeito no caso. Ele também afirmou que desconhecia o desaparecimento e negou que Hanin trabalhasse como prostituta, concluindo com a frase: «É lamentável o que aconteceu». O mesmo jornal destaca que Mark e Alysha enfrentaram vários problemas com a polícia durante o relacionamento, e que, em 1º de janeiro de 2002, o então namorado teria empurrado e agredido a jovem de 24 anos.

Adrian acredita que as autoridades não progrediram muito na investigação do desaparecimento, sugerindo que isso pode estar ligado ao estilo de vida da mãe, que incluía festas e uso de drogas. Desde chegar a Miami, Adrian tem focado em refazer os passos finais de Hanin, pois ele acredita que ela foi assassinada.

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