Após três semanas, mais de 300 migrantes reuniram-se perto da zona de receção de Loma Colmenar, onde se encontra uma das instalações temporárias criadas para atender às pessoas que permaneceram em Ceuta após a chegada em massa.
O centro está superlotado, e aqueles que estão na rua esperam conseguir um lugar e, em muitos casos, iniciar o processo de pedido de asilo. Esta situação reflete a realidade que se espalha por vários pontos da cidade: as pessoas passam o dia na rua e à noite procuram um lugar para dormir, aguardando uma resposta sobre o seu estatuto.
O governo criou novos espaços temporários devido à permanência de milhares de migrantes em Ceuta, depois que o despejo da Praia Trampolín forçou centenas de pessoas a mudar-se para outros pontos de receção.
Hamza, um jovem marroquino que afirma ter entrado ilegalmente em Ceuta a 30 de julho, está na cidade há cerca de 23 dias. Hoje, ele esperava com outros migrantes nos arredores do posto de concentração de Loma Colmenar.
Ele declarou à agência de notícias EFE: «Estamos à espera de alguma solução». Ele acrescentou que a sua intenção é entrar no centro para solicitar asilo. Adicionou: «Somos pobres, não fizemos nada, queremos uma solução». Quanto aos motivos que o levaram a cruzar a fronteira para Ceuta, ele garantiu que o fez porque queria «mudar a vida» e porque era pobre em Marrocos.
Três semanas após esta chegada em massa, a imagem de centenas de pessoas reunidas em frente ao centro, onde não há lugares disponíveis, demonstra que a crise migratória em Ceuta permanece sem solução. Enquanto se procuram novos locais para reduzir a pressão sobre as estruturas de receção, milhares de migrantes continuam à espera de uma decisão e da possibilidade de legalizar o seu estatuto ou, se necessário, iniciar os procedimentos de proteção internacional correspondentes.
