O Departamento de Meio Ambiente (DOE) sediou a 25ª conferência nacional dedicada à indústria, mineração e indústria verde, que ocorreu no sábado em Teerã.
Ao discursar na conferência, a chefe do DOE, Shina Ansari, destacou que a humanidade enfrenta sérios problemas ambientais. Estes incluem as mudanças climáticas, o aquecimento global, a escassez de água, a destruição de florestas e ecossistemas, bem como o acúmulo de lixo industrial e plástico, o que representa uma ameaça crítica para a sobrevivência humana na Terra, informou a IRNA.
Ansari enfatizou que, embora o desenvolvimento industrial tenha sido o motor do crescimento mundial ao longo do último século, a exploração descontrolada dos recursos naturais levou à formação maciça de resíduos, à destruição de habitats, à diminuição da biodiversidade e ao desequilíbrio ecológico do planeta. Estas consequências negativas indicam que a era do crescimento industrial a qualquer custo chegou ao fim.
Citando um relatório recente do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), Ansari afirmou que questões ambientais, como perda de biodiversidade, poluentes e degradação do solo, não se limitam ao campo da política ambiental. Seu impacto e consequências também afetam as políticas de economia, investimento, gestão, infraestrutura e inovação.
A economia circular global transformou-se de um problema ambiental para um modelo de importância industrial e econômica. Ansari acrescentou que os elementos chave desta área são o design para durabilidade, reutilização e reciclagem, bem como a aplicação de tecnologias digitais e transparência na cadeia de valor.
Ela também observou que empresas e setores que conseguirem integrar rapidamente essa transição em seus processos de produção, estratégias de investimento e prestação de serviços poderão ocupar uma posição única no mercado, nas economias de carbono e circulares, e garantir a sustentabilidade futura.
A funcionária salientou que o cumprimento das leis, normas e padrões ambientais não é apenas um requisito legal, mas um imperativo científico, econômico e ético, intrinsecamente ligado à segurança alimentar, à sustentabilidade econômica e à saúde pública. Segundo Ansari, a proteção ambiental não deve mais ser vista como um custo, mas sim como uma questão de viabilidade econômica.
Ao falar sobre novos conceitos em indústria e ecologia, incluindo indústria verde, produção verde, serviços verdes, produtos verdes e, finalmente, gestão verde, Ansari explicou que a abordagem verde abrange todas as fases da produção — desde o projeto e fabricação até a eliminação, cobrindo todo o ciclo de ponta a ponta, e que não se limita apenas ao controle de poluição na fase final.
A representante oficial destacou que os principais obstáculos para a implementação da abordagem verde no país são fatores estruturais e culturais. Os baixos custos de energia e água reduzem os incentivos para investir em setores de produtividade verde e tecnologias modernas.
Além das medidas restritivas, como a taxa ambiental, que exige que empresas poluidoras paguem um por cento de sua receita aos municípios, são necessárias medidas de incentivo para motivar os setores a adotarem um curso verde.
