Exposição de antiguidades na Fortaleza de Wawel apresenta abordagem moderna em arquitetura histórica
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Exposição de antiguidades na Fortaleza de Wawel apresenta abordagem moderna em arquitetura histórica

O projeto da exposição intitulada «Masterpieces from the Lanckoroński Collection: A Story of Antiquity» visa implementar métodos de exibição inovadores e não tradicionais na arquitetura histórica da Fortaleza de Wawel. A concepção centraliza-se em organizar todos os salões de maneira estilisticamente unificada, mantendo a consistência das formas, mas variando na escolha de cores e materiais, o que provoca um efeito de surpresa e uma progressão gradual de percepções.

As formas empregadas foram inspiradas tanto em modelos antigos de detalhes e elementos quanto nos princípios da geometria clássica, como proporções, simetria e divisões. Contudo, esses elementos foram recontextualizados através do uso de tecnologias e materiais atuais. Além disso, o projeto faz alusão a exemplos específicos de design e artesanato encontrados em Wawel, abrangendo o panorama mais vasto da arte e da história da arquitetura, incluindo referências cinematográficas.

As curvas presentes nos desenhos de planta baixa e nos detalhes funcionam para criar um ambiente onde as fronteiras entre os pisos e as paredes parecem se dissolver. Para atingir uma sensação de arquitetura que seja quente, tátil, atmosférica, ilusória e suave, o projeto prioriza o uso de materiais naturais, como madeira, compensado e carpete.

Todo o cenário montado representa uma intervenção arquitetônica cuidadosamente equilibrada e apropriada ao contexto histórico da Fortaleza Real de Wawel. O objetivo é estabelecer um pano de fundo notável, embora não estritamente neutro, para as peças de arte, utilizando cores discretas e uma iluminação sutil, juntamente com formas orgânicas.

Os cinco espaços dedicados à exposição simbolizam cinco universos distintos, unidos pelo tema geral e pela organização coerente da mostra. As chamadas «dobras espaciais» fazem eco aos efeitos visuais vistos em filmes de Christopher Nolan, como «A Origem» e «Interestelar», que tratam da distorção da realidade tridimensional e das jornadas temporais. Assim, o desenho da exposição propõe-se a ser essa própria viagem no tempo, ligando o passado ao presente.

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