Jerminah «Jeri» Mookana, proprietária da Laud Beauty, dedicou mais de dez anos ao desenvolvimento de marcas, à formação de experiências do consumidor e ao trabalho no dinâmico mundo do comércio eletrônico. No entanto, seu desejo de criar seu próprio negócio foi impulsionado por uma conexão mais pessoal com a beleza, herdada de sua tia falecida, que valorizava muito a beleza orgânica e o autocuidado consciente.
Hoje, a Laud Beauty apresenta uma coleção cuidadosamente selecionada de cosméticos limpos de luxo, que traz marcas de beleza independentes e artesanais de todo o mundo aos consumidores sul-africanos. Mookana enfatiza que seu objetivo nunca foi simplesmente adicionar mais um varejista de cosméticos a um mercado já saturado.
Ela buscou criar um espaço onde cada marca fosse escolhida por uma razão ponderada, e onde a beleza consciente pudesse permanecer luxuosa, agradável e prazerosa, em vez de ser apenas mais um item em um catálogo infinito.
Descoberta de um nicho no mercado de beleza
Apesar da existência de um forte mercado de cosméticos naturais e limpos na África do Sul, Mookana não pretendia reinventá-lo. Em vez disso, ela viu a oportunidade de criar algo mais de nicho e pensado. Com base em sua própria experiência como consumidora, ela começou a se interessar por marcas globais independentes que possuíam visões únicas, formulações interessantes e missões claras.
Sua experiência em estratégia de marcas permitiu-lhe ver a indústria da beleza de outra forma: em vez de perguntar sobre popularidade, ela se concentrou no porquê a marca existe, o que ela oferece e se tem algo significativo a dizer. Essa abordagem tornou-se central para a Laud Beauty, pois o negócio é intencionalmente curado, em vez de construído em torno da maior linha de produtos; para Mookana, a escolha só é valiosa quando os clientes podem confiar na lógica por trás dela.
O que cosméticos de luxo significam para ela
Para Mookana, o conceito de luxo não se limita ao preço ou à embalagem sofisticada; ele reside nos detalhes. Pode ser a textura do sérum, a sensação do creme ao ser aplicado ou a experiência sensorial de usar um produto bem formulado. Ela observa: «Eu gosto de texturas luxuosas, belas experiências sensoriais e rituais que elevam o espírito».
Isso distingue sua abordagem à beleza limpa: a cosmética consciente não precisa parecer clínica ou austera. Um produto de cuidado da pele pode ser pensado e, ao mesmo tempo, evocar um desejo genuíno de uso, e para Mookana, esse prazer faz parte do ritual. Ela acredita que o luxo deve ser sentido, e não apenas exibido.
Ir além do rótulo de beleza limpa
Como o termo «beleza limpa» é amplamente utilizado na indústria, Mookana acredita que os consumidores devem fazer mais perguntas, em vez de simplesmente aceitar o rótulo. Na Laud Beauty, isso significa examinar cuidadosamente os ingredientes, sua origem, métodos de obtenção e produção. Também é importante avaliar até que ponto as alegações da marca resistem ao escrutínio.
A empresa considera a qualidade dos ingredientes, a eficácia, o fornecimento responsável, as práticas de não crueldade e a produção ética. No entanto, Mookana insiste que a própria marca, sua filosofia, métodos de trabalho e a presença de um ponto de vista autêntico são importantes. Seus relacionamentos pessoais com muitas marcas também desempenham um papel, pois não são apenas produtos encontrados na internet, mas produtos que ela mesma usaria e recomendaria.
Trazendo a beleza global para a África do Sul
Como sul-africana negra gerenciando um negócio de beleza premium, Mookana presta atenção à representatividade e à acessibilidade. Para ela, a representação vai além da simples presença de pessoas parecidas consigo nas campanhas publicitárias; também significa ter acesso à escolha, à expertise e à possibilidade de experimentar o mesmo nível de inovação e sofisticação que nos grandes mercados mundiais.
Ela quer que os consumidores africanos tenham acesso a marcas que poderiam encontrar em cidades como Londres, Paris ou Nova York. Ao mesmo tempo, ela não simplesmente importa tudo o que se torna tendência internacional; cada marca deve ter uma razão para estar na África do Sul, considerando sua composição, experiência, filosofia e ressonância com os consumidores locais.
De líder corporativa a empreendedora de beleza
Um dos maiores desafios para Mookana foi a transição de construir marcas alheias para dar seu próprio valor a cada decisão. Sua experiência corporativa lhe deu conhecimento sobre estratégia, consumidores e marca forte, mas a criação da Laud Beauty exigiu confiança nessas habilidades, ao mesmo tempo em que desenvolvia algo que seria exclusivamente seu.
Essa transição exigiu uma confiança diferente. Em vez de competir com o ruído de um mercado saturado, Mookana escolheu a seletividade. Os momentos mais significativos frequentemente ocorriam graças aos clientes — observar alguém encontrando uma marca pela primeira vez, alegrando-se com uma determinada textura ou descobrindo um produto que muda o ritual diário, fortalecia sua determinação em iniciar este negócio.
Construindo algo para a próxima geração
Mookana espera que a Laud Beauty sirva de exemplo para mulheres que desejam criar negócios nos setores de beleza e luxo. Sua mensagem é que é possível criar algo globalmente significativo a partir da África sem diluir sua própria perspectiva. Ela afirma que «há um enorme potencial criativo, talento e energia empreendedora em toda a África».
Seu próprio caminho mostrou que propósito e ambições comerciais não precisam ser contraditórios, e a identidade africana não precisa ser separada do charme internacional. Esta é, talvez, a maior ideia da Laud Beauty: um negócio construído em torno de produtos cuidadosamente selecionados, mas também em torno da convicção de que a beleza pode ser significativa, mantendo ao mesmo tempo a sensação de prazer. O objetivo é criar uma experiência de beleza de luxo que seja pensada, altamente eficaz e sensorial, apresentando aos consumidores sul-africanos marcas que eles de outra forma não encontrariam.

