As autoridades chinesas emitiram alertas devido às chuvas torrenciais causadas pelo tufão Narra. Prevê-se que a passagem deste tufão traga precipitação e ventos fortes a diversas províncias localizadas no sul e sudeste do território nos próximos dias.
O Centro Meteorológico Nacional da China comunicou que a depressão tropical que originou o tufão ganhou intensidade na tarde de sexta-feira, transformando-se num tufão. As previsões indicam que ele permanecerá quase parado sobre o Golfo de Beibu até domingo, intensificando-se progressivamente e podendo alcançar a categoria de tempestade tropical forte.
A partir de segunda-feira, o sistema deverá mover-se lentamente para nordeste e norte, numa velocidade estimada entre 5 e 10 quilómetros por hora, enfraquecendo à medida que se aproxima das áreas costeiras. Estas áreas se estendem desde a península de Leizhou, na província sudeste de Cantão, até à costa da região autónoma meridional de Guangxi.
A presença do Narra, conhecido localmente como Zitan, sobre as águas do Golfo de Beibu, resultará em chuvas fortes e contínuas nas províncias do sul e sudeste do país, incluindo Hainan, Guangxi, Cantão e Fujian. Nalgumas localidades, as acumulações podem atingir «níveis extremos», sendo acompanhadas por ventos vigorosos.
A província de Cantão emitiu o seu próprio aviso na sexta-feira, um alerta azul, considerado o mais leve dentro do sistema chinês, visando prevenir inundações e tufões. Foi dada ordem aos departamentos de recursos hídricos para que considerassem as chuvas com «grande importância» e implementassem um sistema rigoroso de vigilância de 24 horas para acompanhar a evolução do ciclone.
Em Guangxi, as chuvas já causaram aumentos de até 9,91 metros nos rios Mingjiang, Sizhou e Pailian, além de registar precipitação acumulada de até 310 milímetros nas últimas 24 horas.
Especialistas em meteorologia aconselharam as regiões afetadas a reforçar as precauções contra potenciais desastres secundários, proteger-se dos riscos de ventos fortes e melhorar a gestão da segurança de embarcações, turismo costeiro, aquicultura e operações marítimas.
Em paralelo, o tufão Saudel também está a intensificar-se. Às 05h00 locais de sábado (equivalente a 21h00 GMT de sexta-feira), este sistema encontrava-se no Pacífico noroeste, a cerca de 555 quilómetros a nordeste da ilha de Guam, na Micronésia, com ventos sustentados de aproximadamente 126 quilómetros por hora.
O tufão Saudel move-se para noroeste e está a intensificar-se rapidamente, com potencial para se tornar um supertufão. Embora a sua rota ainda não esteja definida, pode chegar à costa leste da China entre os dias 28 e 29 de agosto.
A China tem enfrentado um verão caracterizado por chuvas torrenciais, inundações e deslizamentos de terra em várias províncias, resultando em dezenas de mortes e na evacuação preventiva de centenas de milhares de pessoas. Um dos eventos climáticos mais severos foi o tufão Maysak, ocorrido em julho passado, cujas vítimas foram atualizadas pelas autoridades nesta sexta-feira, totalizando pelo menos 159 mortos e 10 desaparecidos.
