A Volkswagen apresentou oficialmente o modelo Tukan em Barretos, após anos de especulação sobre a criação de uma picape monobloco para competir com a Fiat Toro. O veículo, que chega às ruas, foi revelado no dia 21.
Construída sobre a plataforma MQB A0, a Tukan compartilha a estrutura frontal com o T-Cross, incluindo assoalho, chapas de aço, colunas A e B, para-brisa, suspensão, freios e cubos de roda. Contudo, aproveitando a modularidade da plataforma, ela incorpora uma suspensão traseira por eixo rígido com molas semi-elípticas, aproximando-a da Fiat Strada em vez da Toro, que utiliza um eixo traseiro independente multilink.
Em Barretos, foram exibidas duas configurações: a Extreme, destinada ao estilo de vida com cabine dupla, e a Robust, configurada para trabalho com cabine simples. Embora compartilhe componentes estruturais com o T-Cross, o design da Tukan se assemelha mais ao Tera, notavelmente nos faróis mais estreitos e nos para-choques e grade. Na versão Extreme, há uma barra cromada entre os faróis, enquanto na Robust, esta peça possui acabamento preto brilhante. A Volkswagen ressalta que a Tukan é o primeiro modelo da marca a exibir seu nome diretamente na carroceria, especificamente na tampa da caçamba.
Detalhes internos não foram expostos, e a Volkswagen apenas confirmou a adoção de um powertrain híbrido. No entanto, é provável que as versões mais caras utilizem o híbrido flex 1.5 TSI Evo2, proveniente do México, que gera 150 cv e 25,5 kgfm de torque, acoplado a uma caixa DSG de sete marchas. A versão Robust deve ser equipada com o motor 1.6 MSI, similar ao da Saveiro, produzindo 116 cv e 16,1 kgfm de torque, com câmbio manual de cinco velocidades. Há também a possibilidade de futuras versões intermediárias adotarem o conjunto 250 TSI, usado no Tera, com motor 1.4 turbo flex, 150 cv e câmbio automático de seis marchas. A estreia deste modelo deve tranquilizar os consumidores até a chegada da Tukan em 2027.
Tendências e Tecnologia Automotiva
Em outro contexto, a Aston Martin optou por não oferecer câmbio manual por enquanto, uma tendência observada em supercarros analógicos durante a Monterey Car Week. O Valen, o carro de motor dianteiro mais potente da marca, equipado com um V12 biturbo de 5,2 litros que entrega 850 cv e acoplado à caixa automática ZF de oito marchas, não possui pedal de embreagem. O CEO da fabricante, Adrian Hallmark, explicou que o impedimento não reside na capacidade do câmbio manual ou no custo de desenvolvimento, mas sim na eletrônica. Segundo ele, o desafio principal é adaptar os sistemas eletrônicos de segurança e as assistências ao motorista para funcionarem corretamente com um câmbio manual, citando o controle de cruzeiro adaptativo e os sistemas pós-colisão como os mais complexos de integrar.
Atualização do Bugatti Veyron
Com 21 anos desde o lançamento e 11 anos de descontinuação, o Bugatti Veyron recebeu uma atualização discreta através do programa La Maison Pur Sang, destinado à preservação dos veículos da marca. Um exemplar denominado “La Maison Pur Sang Veyron 20 Years” foi apresentado em Monterey com modificações sutis utilizando componentes dos modelos mais recentes da Bugatti. A pintura combina o vermelho “Rouge Rembrandt” do catálogo Tourbillon e o azul “Petrol Blue” do Chiron. As rodas, com medidas de 20 e 21 polegadas (dianteira e traseira), também seguem as dimensões do Chiron, resolvendo um problema anterior do Veyron relacionado à fixação dos pneus. Além disso, a grade e as entradas de ar receberam um redesenho.
As alterações internas são igualmente discretas, incluindo costuras em padronagem Mocassin no volante e seletor de marchas, e um acabamento ondulado chamado Côte de Geneve no revestimento de alumínio do console central. Essas mudanças são tão sutis que podem passar despercebidas, evidenciando a durabilidade do Bugatti Veyron.
Estratégia da GM no Brasil
O mercado global de veículos elétricos e híbridos é amplamente dominado pela China, impulsionado por fortes incentivos governamentais. Essa situação força grandes montadoras ocidentais a reagirem, como a General Motors, que decidiu trazer a Buick para o Brasil para competir com a concorrência asiática. Esta ofensiva também incluirá a chegada da Cadillac ainda neste ano, conforme comunicado aos concessionários brasileiros.
Em uma estratégia que segue o princípio de se juntar aos concorrentes, a GM utilizará modelos desenvolvidos na China, onde a Buick possui forte presença através de uma parceria com o grupo SAIC. Este acordo, renovado por 20 anos, prevê a exportação de modelos para mercados como África, Oriente Médio e América Latina. A joint venture SAIC-GM será responsável pelo portfólio de veículos “premium de entrada”, posicionado abaixo da Cadillac, que terá um portfólio exclusivamente americano.
Embora a estreia oficial da Buick no Brasil esteja prevista para meados de 2028, as exportações para outros países começarão nos próximos meses, com o México sendo o primeiro destino latino-americano. Este movimento faz parte de uma reestruturação maior da GM na China, que planeja lançar pelo menos 30 modelos híbridos e elétricos até 2030. Entre os potenciais modelos para o Brasil estão o SUV médio Electra E7, com sistema híbrido plug-in (PHEV) de 1.5 turbo e propulsor elétrico, capaz de rodar mais de 1.600 km combinados; o SUV totalmente elétrico Electra E5; o sedã executivo Electra L7 com extensor de autonomia (EREV); e a minivan de luxo Electra ENCASA.
