O presidente da Argentina, Javier Milei, responsabilizou a legalização do aborto pela diminuição da taxa de natalidade no país, alegando que a prática de eliminar crianças no útero materno está gerando custos significativos para o desenvolvimento e a segurança social.
Em um fórum empresarial realizado no Council of the Americas, em Buenos Aires, o presidente argentino declarou que o país estaria pagando um preço alto por essa situação, fazendo referência ao símbolo da luta das mulheres argentinas pelo direito ao aborto, que entrou em vigor em janeiro de 2021.
Citado pela agência de notícias France-Presse (AFP), Milei enfatizou que a Argentina não está alcançando as taxas de crescimento populacional e de natalidade essenciais para a renovação demográfica. Ele ressaltou que esta tendência de abortos acarreta prejuízos tanto no crescimento quanto na segurança social e no capital humano.
De acordo com um relatório recente do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), em 2024, a taxa de fertilidade na Argentina era de 1,2 filhos por mulher. A legislação sobre interrupção voluntária da gravidez foi sancionada em dezembro de 2020 e implementada em janeiro de 2021, após um intenso debate social.
A lei estabelece que é possível realizar o aborto até a catorze semanas de gestação sem necessidade de justificativa, além de prever exceções quando a gravidez for fruto de violência sexual ou quando a saúde ou a vida da gestante estiverem ameaçadas.
