O engenheiro Prasad Phadke deixou seu trabalho no setor corporativo para se dedicar a um dos problemas mais sérios de saúde pública na Índia — os mosquitos. Sua solução é o Eco BioTrap (EBT), uma armadilha biodegradável desenvolvida para prevenir a reprodução de mosquitos.
A ideia surgiu depois que Prasad e sua equipe se depararam com enxames de mosquitos em São Francisco. Eles se perguntaram por que, apesar de todas as tecnologias existentes, o combate a doenças transmitidas por mosquitos permanece tão difícil. A resposta estava em interromper o ciclo de reprodução.
O EBT imita o local ideal de reprodução dos mosquitos, atraindo fêmeas para depositar ovos dentro dele. Em seguida, um regulador de crescimento inseticida impede que as larvas se transformem em adultos.
A armadilha é feita de componentes relativamente simples: resíduos de papelão ondulado reciclado, um atrativo à base de plantas que imita alimento para animais e piriproxifeno — um regulador de crescimento inseticida usado em programas de controle de mosquitos.
No entanto, garantir que o papelão pudesse reter dois litros de água por quatro a seis semanas provou ser um desafio. O desenvolvimento dessa tecnologia exigiu mais de sete anos, cinco iterações e patentes em mais de 50 países.
Em seguida, a equipe começou a trabalhar em Dharavi. Com o apoio do BMC e da ICICI Foundation, eles instalaram mensalmente 3000 armadilhas EBT, cobrindo cerca de 10.000 domicílios e 80.000 pessoas em três bairros durante oito meses.
O projeto piloto mostrou resultados positivos. Os cientistas destacaram a simplicidade de uso da armadilha, sua segurança ecológica e a principal vantagem — a ausência de necessidade de eletricidade. Hoje, uma armadilha EBT cobre uma área de cerca de 400 pés quadrados, custa aproximadamente 500 rúpias e pode ser reciclada após o uso. O objetivo mais amplo não é apenas matar mosquitos, mas prevenir o surgimento da próxima geração.
