O vice-ministro da Agricultura para Assuntos de Jardinagem anunciou planos para aumentar a produção no setor de estufas do país para dez milhões de toneladas. Ele enfatizou a necessidade de transição dos métodos agrícolas tradicionais para tecnologias avançadas, bem como a eliminação de barreiras de infraestrutura e o uso ativo da diplomacia comercial para gerar moeda estrangeira sustentável.
De acordo com um relatório da IRNA, Mohammad Mehdi Borumandi declarou este objetivo em uma conferência especializada para produtores de estufas em Shiraz na quarta-feira. Ele observou que, com base na diplomacia comercial ativa e na remoção de obstáculos, o país está avançando com confiança para obter moeda estrangeira de forma sustentável através da exportação de produtos iranianos de alta qualidade.
O vice-ministro analisou os resultados do ano agrícola anterior, informando que o valor de exportação dos produtos de estufa foi superior a 390 milhões de dólares. Borumandi acrescentou que a situação de exportação no ano passado foi perturbada pela União Europeia, que não permitiu a exportação de produtos iranianos, especialmente pistaches, que são alguns dos melhores e mais nutritivos produtos do país.
Ele também indicou que os pistaches geram a maior receita de exportação entre os produtos agrícolas do país, atingindo um valor de 1,7 bilhão de dólares. O representante oficial enfatizou que planos coordenados são necessários para resolver as preocupações dos consumidores sobre a produção de produtos saudáveis em estufas.
Borumandi relatou que atualmente os produtos agrícolas são exportados para mais de 80 países do mundo, mas a participação dos produtos de estufa nesse comércio é de apenas 20%. Além disso, ele observou que o Irã está entre os países com menor consumo de fertilizantes e pesticidas em sua produção.
Durante seu discurso, o vice-ministro lembrou que a província de Fars ocupa o oitavo lugar na produção do país, com uma área de 600 hectares. No entanto, ele salientou que Fars enfrenta um grave déficit de recursos hídricos e deve planejar o desenvolvimento de estufas levando em conta objetivos de longo prazo.
Ao abordar as preocupações dos produtores, ele falou sobre os esforços do governo para fornecer energia às estufas, classificando a solução dos problemas energéticos como a condição principal para o desenvolvimento sustentável deste setor. Borumandi garantiu que o governo apoiará os agricultores para garantir a estabilidade do processo produtivo.
Mencionando um crescimento de 12% nas exportações de produtos de jardinagem, ele afirmou o alto potencial do Irã para entrar em novos mercados. Ele enfatizou que, através do comércio ativo, o governo está abrindo novas rotas de exportação para produtos iranianos de qualidade.
O vice-ministro destacou particularmente a importância da aplicação de tecnologias modernas e cientificamente embasadas na gestão de estufas e avaliou positivamente o papel das universidades, em particular a Universidade de Shiraz, que sediou a conferência, na transferência de conhecimento técnico aos produtores. Borumandi concluiu que o sucesso na implementação dos programas de desenvolvimento de jardinagem depende da sinergia entre os setores governamental, universitário e privado, e que os produtores devem orientar sua produção para a exportação.
Em outra parte do evento, o presidente do conselho da Associação Nacional de Construtores de Estufas também se pronunciou, afirmando que o crescimento quantitativo é inútil e insistindo na necessidade de transição para um negócio lucrativo, orientado para o mercado e sustentável. Ahmad Mokhtari afirmou que o simples aumento das áreas de plantio não é um indicador de sucesso; em vez disso, o país deve se concentrar na criação de empresas sustentáveis que atendam às necessidades do mercado.
Mokhtari apontou que o desenvolvimento de estufas se tornou uma necessidade estratégica para a sobrevivência da agricultura do país, considerando as limitações de recursos hídricos, as mudanças climáticas, o aumento dos custos e a escassez de terras adequadas. Ele diferenciou os conceitos de 'construção de estrutura' e 'lançamento de negócios', observando que o sucesso do projeto depende da interação de todos os participantes — governo, empresa de construção, engenheiro e investidor.
O presidente da Associação destacou a qualidade da execução como prioridade principal da organização, alertando que a escolha de um design ou execução mais barato para reduzir os custos iniciais muitas vezes leva a maiores despesas nos anos seguintes. Ele pediu que a concorrência no setor se baseie em qualidade, tecnologia e produtividade, e não na redução de preços.
Mokhtari apelou ao Ministério da Agricultura e ao Sistema de Engenharia para reduzir procedimentos administrativos e simplificar o caminho de investimento, exigindo transparência e previsibilidade. Ele pediu que as empresas de construção não se limitem a vender estruturas, mas acompanhem os investidores em todas as fases — desde o projeto até a operação. O presidente da Associação enfatizou que o futuro da indústria depende do número de estufas bem-sucedidas e lucrativas, e não da área.

