O chefe do Departamento de Meio Ambiente (DOE), Shina Ansari, e seu colega indonésio Mohammad Jumhur Hidayat realizaram discussões sobre as direções para promover a interação ambiental. Este encontro ocorreu durante a 12ª reunião dos ministros do meio ambiente do BRICS, realizada em Nova Deli, Índia, em 18 de agosto, conforme relatado pela agência IRNA.
Durante a reunião, ambas as partes enfatizaram a necessidade de desenvolver esforços conjuntos. Hidayat destacou a importância de expandir a troca ambiental especializada e técnica entre os dois países. Ele abordou as medidas da Indonésia no combate à poluição por plástico, ressaltando a importância de alcançar um consenso entre as nações sobre mecanismos de gestão de resíduos, especialmente em zonas costeiras.
Por sua vez, Ansari enfatizou o potencial ambiental comum do Irã e da Indonésia, e expressou a necessidade de fortalecer a cooperação conjunta, a troca de experiências e conhecimentos técnicos, e expandir o campo de interação especializada. Ela propôs colaborar na proteção de habitats naturais, florestas, recursos hídricos e ecossistemas marinhos, além de resolver problemas de mudanças climáticas e gestão de resíduos, com foco especial na conservação da biodiversidade.
Além disso, Ansari se reuniu com funcionários russos, no âmbito da qual foi discutido o potencial de aprofundar a cooperação no setor ambiental. As discussões na 12ª reunião dos ministros do meio ambiente do BRICS ocorreram sob o tema 'Construindo resiliência, inovação, cooperação e desenvolvimento sustentável'. O evento serviu como uma plataforma importante para os países membros do BRICS trocarem opiniões, formarem consensos e fortalecerem a cooperação prática em questões ambientais urgentes.
Ao discursar na 12ª reunião dos ministros do meio ambiente do BRICS em Nova Deli na terça-feira, Ansari apelou por uma cooperação ambiental mais estreita entre os países membros do BRICS. Ela classificou o potencial agregado desses países em recursos naturais, biodiversidade, ecossistemas costeiros e marinhos e outras áreas valiosas do ponto de vista ambiental como uma 'oportunidade histórica' para resolver a crescente crise ambiental global.
Ansari sugeriu incluir a segurança ambiental entre as prioridades, juntamente com a segurança energética e alimentar. Ela também defendeu a criação de uma rede BRICS para monitorar e avaliar os danos ambientais causados por conflitos armados e mudanças climáticas, o desenvolvimento de um mecanismo de resposta rápida a poluição marinha e derramamentos de materiais perigosos, bem como a expansão da troca de tecnologias e expertise para a recuperação de ecossistemas danificados. Ela insistiu também em uma interação mais estreita entre os países do BRICS e organizações internacionais especializadas para lidar com as consequências das crises e responsabilizar os culpados pela destruição ambiental, com base no princípio de que 'quem polui deve pagar'.
Posteriormente, Ansari propôs iniciar uma discussão sobre uma estrutura comum do BRICS para a proteção ambiental durante conflitos armados. Enfatizando a ligação direta entre paz, segurança e proteção ambiental, ela pediu a criação de um mecanismo conjunto entre os membros do BRICS para controlar e responder aos danos ambientais causados por confrontos armados e crises climáticas. Ansari declarou: 'A proteção ambiental não é apenas uma questão teórica; está diretamente ligada à paz e segurança dos países e povos.'

