Edifício Screened Space / Studio UF+O em Vijayawada responde a desafios urbanos complexos
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Edifício Screened Space / Studio UF+O em Vijayawada responde a desafios urbanos complexos

O Screened Space, que serve como sede e centro de experiências de uma companhia de interruptores elétricos, está situado no denso centro histórico de Vijayawada, em Andhra Pradesh. O projeto foi concebido como uma solução arquitetônica para lidar com as características complexas do ambiente urbano local, marcado por ruas estreitas, infraestrutura aparente e edifícios extremamente próximos, quase sem recuos.

Diante deste cenário, a concepção buscou estabelecer uma presença notável, encontrando um equilíbrio entre a visibilidade, o controle climático e a garantia de privacidade. O edifício ocupa um terreno de esquina na zona comercial, o que o coloca sob a influência e o olhar de duas vias movimentadas, exigindo que ele fosse facilmente reconhecível em um contexto visualmente carregado.

Para resolver essa questão, o projeto fragmentou a massa construída utilizando volumes de pé-direito duplo e pátios internos. Como a fachada mais longa do prédio fica diretamente na linha de visão da rua vizinha, o design necessitou de uma identidade visual única para o bloco de escritórios.

Espacialmente, o edifício distribui o centro de experiências no térreo e no primeiro andar, enquanto as áreas destinadas ao trabalho ficam nos andares superiores. Este arranjo possibilita que o projeto interaja com a rua de maneira aberta no nível do pedestre, ao mesmo tempo em que mantém os ambientes dos pavimentos superiores controlados. Pátios e vazios com pé-direito duplo foram incorporados à estrutura para permitir a penetração de luz natural e criar espaços semiabertos que incentivam a interação informal no local de trabalho.

A disposição dessas áreas obedece aos preceitos do Vastu Shastra, concentrando as zonas mais densas e construídas no quadrante sudoeste, enquanto as áreas mais leves e abertas são direcionadas para o nordeste.

No nível do térreo, o prédio cria uma ligação visual direta com a rua por meio de uma fachada envidraçada inclinada, que ultrapassa sete metros de altura ao longo de sua menor dimensão, mantendo o centro de experiências acessível ao público. Em contraste, na fachada mais extensa, uma parede sólida oculta a infraestrutura existente, oferecendo privacidade em resposta à linha de visão da rua adjacente, em vez de exposição.

Nos pisos superiores, o fechamento do edifício foi determinado pela sua orientação solar e pelo uso dos espaços. Dado que a maior parte das áreas de trabalho recebe incidência solar direta do sul, foi desenvolvida uma fachada de pele dupla personalizada para diminuir o aquecimento e, simultaneamente, assegurar a privacidade.

A modulação do brise-soleil metálico foi ajustada à escala do edifício. A malha é composta por painéis e organizada em um sistema de duas camadas em cada nível, o que contribui para a redução do desperdício de material e confere leveza à edificação, fazendo-a parecer um véu texturizado em vez de uma superfície rígida e monolítica. Um colchão de ar constante é mantido entre os caixilhos de vidro e a camada de malha metálica para otimizar o desempenho térmico.

A distribuição dos painéis perfurados foi guiada pelas demandas do programa interno: setores com maior exposição solar receberam uma paginação mais densa, enquanto outros permaneceram mais abertos. Certos trechos não possuem vedação para preservar as conexões visuais diretas entre o interior e o exterior sem prejudicar o conforto ambiental.

Como não houve contratação de uma consultoria especializada em fachadas, os detalhes de ferragem foram resolvidos em estreita cooperação com fornecedores locais de esquadrias, mediante o desenvolvimento de vários protótipos no próprio canteiro de obras. Foi criado um detalhe de fixação específico para instalar os painéis de malha metálica diretamente nos montantes do sistema de pele de vidro estrutural, o que garantiu flexibilidade de posicionamento ao longo da fachada.

As proporções dos perfis de alumínio foram então calibradas com exatidão através de testes repetidos para atingir a estabilidade estrutural necessária sem aumentar a espessura visual dos componentes. A seleção de materiais em todo o projeto priorizou a durabilidade, a facilidade de manutenção e a adequação ao contexto. Foi adotada uma paleta restrita de vidro, alumínio e superfícies cerâmicas para assegurar a longevidade da construção em um ambiente urbano propenso à poeira, onde a manutenção contínua pode ser desafiadora.

Acabamentos pintados foram evitados em favor de metais anodizados ou com pintura eletrostática a pó, e revestimentos cerâmicos substituíram materiais mais frágeis para minimizar o desgaste com o tempo.

Além da arquitetura em si, o projeto se estendeu ao desenvolvimento de uma identidade visual corporativa mais abrangente para a empresa. A combinação da paleta de cores vermelho, cinza e preto, juntamente com o emprego de elementos metálicos e sistemas modulares, serviu de base para um padrão corporativo que poderá ser replicado em futuros showrooms e escritórios. Elementos internos, como divisórias, forros e estações de trabalho, seguem essa mesma linguagem, permitindo que o projeto sirva como um modelo para futuras expansões da marca.

O que caracteriza o Screened Space não é um único gesto formal, mas sim a maneira como múltiplos desafios foram solucionados de forma integrada. Desde a volumetria inicial até o tratamento das fachadas e a escolha dos materiais, cada decisão de projeto foi orientada pela necessidade de harmonizar visibilidade, clima e funcionalidade com a complexa realidade urbana, culminando em um edifício que se destaca em seu entorno através de um sistema singular de camadas e filtros visuais.

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