A NASA encerrou as tentativas de impedir a saída de órbita do telescópio espacial Neil Gehrels Swift Observatory. Este cancelamento ocorreu após o veículo LINK, lançado para resgatar o telescópio, encontrar uma série de dificuldades técnicas.
Espera-se que o telescópio, que tem mais de vinte anos, entre na atmosfera terrestre e seja destruído até o final de 2026. O Swift opera em órbita terrestre baixa desde 2004, realizando pesquisas sobre raios gama — que são explosões de energia muito potentes e breves no espaço cósmico.
A vida útil inicial do aparelho foi calculada para cerca de dois anos, mas ele excedeu significativamente esse período e se tornou uma ferramenta importante para monitorar fenômenos de alta energia no universo.
A principal causa do problema foi a diminuição da órbita do telescópio. O aumento da atividade solar levou ao aquecimento das camadas superiores da atmosfera da Terra, o que aumentou a resistência e acelerou a perda de altitude do Swift.
Anteriormente, a NASA suspendeu grande parte das observações científicas para ganhar tempo para realizar a operação de resgate.
Preparação e problemas da missão de resgate
Para realizar o resgate, a NASA firmou um contrato de 30 milhões de dólares com a empresa americana Katalyst Space Technologies. Durante um período de nove meses, esta empresa desenvolveu e preparou o veículo LINK, que deveria se aproximar do Swift, capturá-lo usando manipuladores robóticos e elevá-lo a uma altitude de cerca de 600 quilômetros.
No entanto, pouco depois do lançamento em 3 de julho, o veículo LINK enfrentou problemas com seu sistema de orientação. Ele começou a girar descontroladamente, e a comunicação com ele tornou-se instável. Embora os engenheiros tenham conseguido desacelerar parcialmente a rotação, a recuperação total do controle provou ser impossível.
Como resultado, a NASA e a Katalyst decidiram abandonar os planos de captura e elevação do Swift. Além disso, o veículo LINK não será desativado; planeja-se continuar a usá-lo para se aproximar do telescópio e testar tecnologias que podem ser úteis no serviço de outros satélites.
Agora, o Swift, que tem mais de duas décadas, está efetivamente condenado a sair de órbita. A NASA prevê que o telescópio entrará na atmosfera e será destruído ainda este ano. Como ainda não há substituto direto para ele, suas tarefas científicas terão que ser parcialmente redistribuídas entre outras observatórios espaciais.
Apesar do fracasso desta operação, a experiência adquirida pode ser valiosa para futuros voos espaciais. A NASA considera este caso como o primeiro passo prático para criar tecnologias que permitam reparar, mover e prolongar a vida útil de satélites diretamente em órbita.
Além disso, anteriormente, a NASA avaliou o custo da primeira missão demonstrativa usando um motor de foguete nuclear elétrico em 2,1 bilhões de dólares. O lançamento do veículo Space Reactor-1 Freedom para Marte está previsto para o final de 2028, e seu objetivo será entregar três helicópteros de pesquisa para estudar a superfície do planeta.

