Um novo estudo, realizado pela Censuswide sob encomenda da Amazon, analisou o comportamento de 2 mil participantes no Brasil e revelou padrões sobre as interrupções durante o trabalho. Os resultados indicam que, em média, a primeira distração digital ocorre por volta dos 40 minutos, sendo que metade dos entrevistados relatou que esse período de distração se situa entre 30 minutos e uma hora.
Os dados coletados oferecem um panorama sobre o que afeta a produtividade dos trabalhadores, especialmente no momento em que eles buscam focar nas tarefas.
Adicionalmente, 93% dos respondentes afirmaram que a criatividade e a capacidade de concentração são, em algum grau, prejudicadas pelo uso de dispositivos conectados à internet.
Os pesquisadores descobriram que 64% dos entrevistados admitiram esquecer ideias importantes porque não conseguiram registrá-las a tempo devido a interrupções. Além disso, entre aqueles que definem metas de trabalho, 72% concordam que as distrações digitais dificultam a execução dessas metas. Esse nível de incômodo é ainda mais elevado entre os indivíduos mais jovens, com taxas superiores a 80% no grupo etário de 18 a 34 anos.
Ao mapear os principais problemas, os pesquisadores também investigaram o que os trabalhadores esperam de novas ferramentas de trabalho. Embora a facilidade de uso tenha sido o aspecto mais mencionado, chamou a atenção o fato de que 40% dos entrevistados manifestaram o desejo por um ambiente livre de notificações, aplicativos ou conexão com a internet.
Jacques Benain, diretor de dispositivos da Amazon, comentou sobre os achados, afirmando em nota que os dados confirmam o que a empresa frequentemente ouve de seus clientes no Brasil: as pessoas necessitam de ferramentas que apoiem a concentração, e não que a contrariem.
