Quatro anos de idade morre de difteria na Itália; pais recusaram vacinação
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Quatro anos de idade morre de difteria na Itália; pais recusaram vacinação

Uma menina de quatro anos faleceu na noite de quarta-feira, dia 19 de agosto, em Palermo, Itália, como resultado de uma infecção bacteriana grave conhecida como difteria. Esta doença pode provocar danos em órgãos vitais como coração, rins e sistema nervoso, sendo que a difteria havia sido erradicada no país há mais de dez anos.

Segundo informações do Corriere della Sera, Ana Rosa Bartolotta veio a falecer no Hospital Cívico de Palermo. Os responsáveis pela criança são descritos como antivacinas, pois admitiram aos profissionais de saúde que optaram por não vacinar a filha sob a crença de que um primo desenvolveu autismo após receber a vacina hexavalente, que protege contra diversas enfermidades, incluindo a difteria. Essa recusa ocorreu mesmo diante da obrigatoriedade da vacina em Itália.

Na semana anterior, entre quarta e quinta-feira, Anna apresentou os primeiros sinais da doença, como febre, perda de apetite e vômitos. A mãe, Manuela, que possui mais três filhos, inicialmente considerou que se tratava apenas de um vírus sazonal comum. Contudo, o quadro de saúde da menina deteriorou-se progressivamente, culminando em dificuldades respiratórias e febre elevada no sábado.

Ao chegar ao hospital no sábado, a menina já estava em estado crítico. Devido ao agravamento do seu estado, ela precisou ser intubada e posteriormente transferida para a Unidade de Cuidados Intensivos do Hospital Infantil de Palermo. Apesar dos esforços médicos para salvá-la, não houve sucesso, e seus órgãos entraram em falência durante a noite.

O Ministério Público (MP) instaurou uma investigação oficial sobre a morte da menina. O corpo foi recolhido e será submetido a uma autópsia nos próximos dias. É notável que não havia um caso de difteria em Itália há uma década; o último registro detectado na Europa ocorreu há quatro anos, em uma localidade espanhola onde a vacinação era baixa.

O La Repubblica aponta que a difteria é transmitida pelo ar. A bactéria ataca primeiramente as vias respiratórias superiores, mas sua disseminação é rápida. Se for identificada precocemente, o tratamento com antibióticos é possível. No caso de Ana, os pais equivocadamente interpretaram os sintomas como sendo de uma amigdalite comum.

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