Finlândia se torna o quarto país europeu a devolver migrantes para a Itália sob novo pacto
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Finlândia se torna o quarto país europeu a devolver migrantes para a Itália sob novo pacto

A Finlândia tornou-se o quarto país europeu a implementar o envio de migrantes para a Itália, seguindo um acordo que estipula que os solicitantes de asilo devem ser processados no país de entrada.

Antes da Finlândia, Alemanha, Áustria e Suíça já haviam tomado decisões recentes de devolver migrantes à Itália. Embora a Suíça não seja membro da União Europeia, ela aderiu ao Pacto acordado entre os 27 membros, o qual entrou em vigor no mês passado.

O gabinete de imprensa do Ministério do Interior finlandês informou à agência de notícias italiana ANSA que acreditam que a vigência do regulamento da UE sobre gestão de asilo e migração possibilita o recomeço das transferências para a Itália, as quais já estão em preparação.

O governo de Helsinque enfatizou a importância de que as normas relativas à responsabilidade pela análise dos pedidos de asilo sejam aplicadas conforme previsto, exigindo que todos os Estados-Membros da UE cumpram suas obrigações sob o Pacto.

O mesmo comunicado enviado pelo Ministério do Interior finlandês à ANSA acrescentou que continuam comprometidos em assegurar a aplicação eficaz dos procedimentos de responsabilização e que mantêm cooperação e diálogo com a Itália há vários anos.

O governo de direita e extrema-direita, liderado por Giorgia Meloni, tem o combate à imigração ilegal como uma de suas principais bandeiras. Ao assumir o cargo, este governo suspendeu unilateralmente o acolhimento de migrantes secundários vindos de outras nações.

Com a implementação do novo Pacto sobre Migração e Asilo, Roma corre o risco de receber milhares de migrantes de volta ao seu território, que conseguiram ingressar no espaço comunitário através da Itália.

O aumento na lista de países que anunciam o retorno de migrantes à Itália gerou críticas da oposição de centro-esquerda italiana, que prevê um efeito de «boomerang». Riccardo Magi, líder do partido +Europa, comentou que a receita do governo se revelaria um «boomerang» para o país, algo óbvio para todos, exceto para o Palazzo Chigi [sede do Governo], que teria escolhido a propaganda em detrimento da solidariedade e partilha entre nações europeias.

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