De acordo com os dados mais recentes, o número total de mortes atribuídas às altas temperaturas na Espanha desde o início de junho atingiu 4458 pessoas. Este indicador excede significativamente as 3073 mortes registadas no mesmo período em 2025 e as 1890 mortes em 2024.
O número atual de vítimas aproxima-se do nível registado em 2022, quando foram estimadas 4520 mortes relacionadas com o calor no mesmo período.
Estes dados são publicados diariamente pelo Instituto de Saúde Carlos III e estão sujeitos a verificação periódica. Eles representam estimativas obtidas através do Sistema de Monitorização de Mortalidade (MoMo).
O sistema MoMo recolhe diariamente informações sobre casos de morte na Espanha e calcula a diferença entre a mortalidade observada e a esperada, com base em séries históricas, bem como levando em conta fatores como as temperaturas registadas pela Agência Meteorológica do Estado (Aemet).
Tal como grande parte da Europa, a Espanha está a passar um verão excecionalmente quente, caracterizado por uma série de ondas de calor prolongadas.
Segundo a Aemet, julho de 2026 foi o mês mais quente desde o início dos registos no país, empatando com julho de 2022. Ao mesmo tempo, este mês também foi o 'mais seco desde o início dos registos, a partir de 1961', num contexto de verão marcado por incêndios florestais excecionais em várias regiões da Espanha.
A Espanha é um dos países europeus mais vulneráveis aos efeitos das alterações climáticas, e nos últimos anos têm sido registadas ondas de calor mais frequentes e prolongadas, quando a temperatura ultrapassa regularmente os 40 graus Celsius.
