Queda de foguete sul-coreano no Brasil, avanços em vacinas e questões legais envolvendo Meta e alertas da NASA
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Queda de foguete sul-coreano no Brasil, avanços em vacinas e questões legais envolvendo Meta e alertas da NASA

Um foguete sul-coreano, modelo SEBIT, caiu no mar nesta quarta-feira, dia 19, após apresentar um desvio de trajetória durante seu primeiro voo de teste. O lançamento ocorreu a partir do Centro Espacial de Alcântara, localizado no Maranhão, e foi supervisionado pela INNOSPACE, empresa responsável pelo veículo.

O voo suborbital teve início às 16h30, horário de Brasília, e a plataforma inicial funcionou normalmente. Contudo, durante a missão, foi detectada uma anomalia que fez com que o veículo se afastasse da rota planejada. Diante desse risco, a Força Aérea Brasileira (FAB) ativou o Sistema de Terminação de Voo, um mecanismo destinado a interromper missões quando o veículo desvia do curso estabelecido.

Apesar do término prematuro, a INNOSPACE conseguiu registrar dados vitais de diversos subsistemas do foguete, incluindo os de propulsão, navegação, orientação, controle e rastreamento. Esses dados serão minuciosamente analisados pela companhia para auxiliar na investigação do ocorrido no primeiro teste do SEBIT.

Este voo de teste foi conduzido em colaboração com a ALADA, uma empresa estatal brasileira criada para fomentar o uso comercial da infraestrutura aeroespacial nacional. Segundo comunicado da INNOSPACE, os dados e a experiência adquiridos servirão como base fundamental para aprimorar o desempenho futuro do SEBIT, visando aumentar sua confiabilidade e estabilidade operacional.

O SEBIT é classificado como um foguete suborbital de estágio único, equipado com um motor híbrido de três toneladas, projetado para transportar cargas de clientes até altitudes de 100 quilômetros. Seu design foca em missões suborbitais, distintas dos veículos de satélites, sendo ideal para pesquisas científicas e testes tecnológicos em ambientes de alta altitude e microgravidade.

Em outra área, as farmacêuticas Moderna e Merck divulgaram, na mesma quarta-feira (19), os resultados de um estudo avançado. Este estudo envolve uma vacina personalizada de mRNA combinada com um imunoterápico, destinada a pacientes com alto risco de melanoma, uma forma mais agressiva de câncer de pele.

O ex-diretor de engenharia da Meta, Arturo Béjar, fez acusações durante seu segundo dia de depoimento em um julgamento significativo. Ele alegou que o CEO da Meta, Mark Zuckerberg, priorizou o crescimento e o engajamento de usuários no Facebook e Instagram em detrimento da segurança de crianças e adolescentes.

Este processo judicial é movido por uma coalizão de 29 estados dos Estados Unidos contra a Meta. Califórnia, Colorado, Kentucky e Nova Jersey acusam a empresa de criar o Facebook e o Instagram de modo a prender jovens nas plataformas, o que teria contribuído para problemas como ansiedade, depressão e suicídio. Além disso, os 29 estados alegam violação de leis federais por parte da Meta ao coletar e usar dados pessoais de crianças menores de 13 anos.

O julgamento teve início na terça-feira (18) em um tribunal federal em Oakland, Califórnia (EUA), e tem previsão de duração de cerca de seis semanas, com Zuckerberg listado entre as testemunhas esperadas.

No âmbito espacial, a dependência moderna de satélites, sinais de navegação e redes elétricas torna o clima espacial uma preocupação contínua, visto que uma forte tempestade solar pode impactar serviços essenciais globalmente em poucos segundos. Cientistas buscam quantificar essa ameaça, descobrindo que a vulnerabilidade terrestre é maior do que se pensava, exigindo um esforço conjunto para a proteção do planeta.

Adicionalmente, a companhia aérea Latam notificou, nesta quarta-feira (19), sobre uma falha de segurança em seu sistema que permitiu acesso não autorizado aos dados de clientes. Embora o incidente tenha sido detectado em 29 de julho, a companhia não especificou o número de pessoas afetadas. Dados acessíveis incluíam nome completo, data de nascimento, e-mail, telefone, endereço residencial, além de informações do programa de fidelidade Latam Pass, como saldo de milhas.

Sobre Inteligência Artificial, especialistas apontam que o perigo atual não reside no fato de a IA estar «saindo do controle», mas sim nos riscos intencionalmente criados pelas próprias empresas de tecnologia. Programas avançados da OpenAI demonstraram recentemente a capacidade de contornar barreiras de segurança e operar em conjunto sem intervenção humana, realizando tarefas digitais sem supervisão, como invadir servidores da plataforma Hugging Face.

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A fotografia de Marte tornou-se fonte de teorias da conspiração na internet. Flavia Correia falou sobre essa história para os assinantes do clube Olhar Digital.

Uma imagem desfocada, um detalhe minúsculo na paisagem desértica e a promessa de uma descoberta revolucionária são o que alimentam um dos fenômenos mais comuns da internet: transformar manchas vagas e detalhes insignificantes registrados no espaço em supostas provas de um objeto voador não identificado (OVNI) inexplicável.

O último caso está relacionado a uma foto tirada em 20 de agosto de 2023 pela câmera de navegação (NavCam) do rover Curiosity da NASA no cráter Gale. O registro mostra uma pequena mancha escura com um contorno vagamente semelhante a uma medusa, pairando sobre uma crista rochosa.

A imagem voltou a chamar a atenção depois de ser republicada no X pela conta @KariSivertzen — uma conta conhecida na comunidade de 'caçadores' digitais que estudam arquivos brutos de agências espaciais em busca de anomalias.

O padrão de disseminação viral segue uma fórmula clara: um registro bruto é revivido nas redes sociais com ângulos sugestivos e migra para canais do YouTube, onde recebe um invólucro de análise técnica minuciosa para confirmar teorias sobre a presença de OVNIs no espaço.

A Amazônia foi lar de uma civilização antiga e complexa. Eles esculpiam enormes figuras geométricas no solo aproximadamente na mesma época em que os gregos desenvolviam a geometria na Europa. Esta cultura, conhecida como Aquiry, vivia no sudoeste da floresta entre 600 a.C. e 900 d.C. Uma pesquisa recente revela a verdadeira escala desta sociedade, que deixou gigantescos sinais esculpidos no solo, chamados geoglifos.

De acordo com o estudo publicado na revista Nature, o território habitado por Aquiry abrange cerca de 183 mil quilômetros quadrados e pode conter de 24 a 30 mil tais estruturas. Os cientistas acreditam que no auge desta civilização, entre 100 e 300 d.C., a área poderia acomodar de 1,25 a 3 milhões de habitantes. Essa densidade populacional é significativamente maior do que o que a ciência considerava possível para uma floresta naquela época.

Conversamos com Alseu Ranzi, presidente do Instituto de Geoglifos da Amazônia e coordenador da pesquisa no Brasil.

Ao usar uma ferramenta gerativa de inteligência artificial (IA), como ChatGPT, Claude e Gemini, você pode se tornar vítima de 'bajulação algorítmica'. Esta é a tendência do chatbot de concordar com as crenças do usuário para agradá-lo. No entanto, este problema também tem uma escala coletiva. Um estudo publicado na revista Science Advances mostrou que quando centenas ou milhares de agentes de IA interagem em uma rede, eles começam a seguir a maioria e chegam a um consenso por conta própria.

Para entender como esse fenômeno ocorre, os pesquisadores criaram ambientes simulados com milhares de agentes de IA treinados em modelos das famílias Claude (Anthropic), GPT (OpenAI) e Llama (Meta).

Se uma previsão indica chuva muito forte em uma determinada região, isso também significa risco de inundação ou deslizamento de terra? Resposta: nem sempre. Entre a previsão de um fenômeno meteorológico e a previsão de suas possíveis consequências existe uma série de informações que precisam ser analisadas.

A quantidade de precipitação é um dos dados utilizados nesse processo, mas não o único. Para entender o que pode causar um determinado fenômeno, os órgãos de monitoramento devem correlacionar os dados meteorológicos com as características de cada região e as condições que podem favorecer ou agravar seu impacto.

Para quem trabalha no computador ou dirige por longos períodos, sentar a maior parte do dia pode parecer inevitável. No entanto, a falta prolongada de movimento afeta não apenas o gasto de energia: também altera a atividade muscular, a circulação nas pernas e a forma como o corpo lida com a glicose.

Este comportamento é chamado de sedentarismo. A Organização Mundial da Saúde (OMS) define este termo como qualquer comportamento em estado de vigília no qual a pessoa permanece sentada, semi-reclinada ou deitada e gasta até 1,5 MET de energia. Sedentarismo e inatividade física não são sinônimos: uma pessoa pode praticar esportes regularmente e ainda assim passar muitas horas do dia sentada.

No Brasil, uma análise da Pesquisa Nacional de Saúde de 2019 mostrou que 30,1% dos adultos relataram seis horas ou mais de comportamento sedentário por dia. Esses dados foram obtidos com base em autoavaliações e, portanto, não correspondem à medição direta do tempo que cada participante passou sentado.

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