Dezenas de cães abençoados durante missa em La Paz, Bolívia
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Dezenas de cães abençoados durante missa em La Paz, Bolívia

Dezenas de cães, juntamente com seus donos, visitaram a Igreja de Jesus Grande Força em La Paz, capital da Bolívia, para receber uma bênção. A cerimônia ocorreu no domingo, 16 de agosto, como parte da festa de São Roque.

A iniciativa foi promovida pela Prefeitura de La Paz e pela igreja com o objetivo de prestar homenagem aos animais de estimação. Como explicou o padre Saul Mamani à agência Efe, o cuidado e a proteção que as famílias demonstram pelos animais 'aumentaram nos últimos anos'.

O padre enfatizou: 'Esta é a primeira atividade realizada no santuário, e precisamos encorajar as famílias, especialmente os donos de cães, a protegerem e cuidarem dos seus animais, e a não os deixarem no inverno. Eles fazem parte de nós, eles fazem parte da nossa vida.'

A cerimônia religiosa reuniu cães de várias raças, alguns dos quais estavam vestidos para a ocasião. Karina Uruchi, uma das visitantes, levou seu cão à missa 'a convite do padre' e observou que 'os animais de estimação são mais valorizados do que antes'.

Ela acrescentou: 'Eles são melhor cuidados, eles são mais protegidos. Não era assim antes. Agora nossos animais de estimação são tudo para nós.'

Além disso, os fiéis trouxeram fotos de animais de estimação falecidos para receber sua bênção. Norma Mercado falou sobre suas duas cadelas, Pelusa e Candy: 'Eu trouxe minhas duas cadelas, Pelusa e Candy. Ambas foram uma parte importante da minha vida. Eu as amava, cuidava delas, elas me deram muito amor, me ensinaram o que é responsabilidade e amor', e aconselhou todos os donos de animais a 'amá-los, porque eles sentem como nós'.

A tradição de realizar missas e abençoar cães e outros animais de estimação em honra a São Roque tem suas raízes há mais de dez anos na paróquia Corpo de Cristo, na cidade de El Alto, Bolívia, graças à iniciativa do padre alemão Sebastian Obermaier.

São Roque está associado aos cães porque, de acordo com a tradição cristã, quando ele contraiu a peste e foi isolado do resto do mundo, um cão o ajudou a sobreviver, trazendo-lhe pão diariamente e lambendo suas feridas.

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