A Universidade de Mazandaran está se preparando para receber o Dia da Ciência do Irã e da China, informou um porta-voz do Ministério da Ciência. No domingo, houve uma reunião entre Ehsan Kabul, diretor do centro de cooperação científica internacional do Ministério da Ciência, Pesquisa e Tecnologia, e Ebrahim Salehi-Omran, reitor da Universidade de Mazandaran. O objetivo da reunião foi discutir as possibilidades da universidade e estudar o potencial de expansão da cooperação internacional.
Kabul destacou os passos construtivos tomados pela Universidade de Mazandaran, enfatizando que os esforços da instituição para fortalecer laços com universidades do Leste Asiático, especialmente a expansão do centro de ensino de língua chinesa, criaram um ambiente favorável para o aprofundamento das parcerias. Por sua vez, Salehi-Omran afirmou que a liderança da Universidade aproveitará esta oportunidade para acelerar o processo de internacionalização e remover obstáculos existentes. Ele também lembrou que, no último ano, a Universidade assinou vários memorandos de entendimento (MOU) para promover a cooperação internacional.
Teerã e Pequim fortalecem laços científico-tecnológicos
Em 2025, Hossein Rouzbakhsh, chefe da Organização para o Desenvolvimento da Cooperação Internacional em Ciência e Tecnologia, e o embaixador chinês no Irã, Zhong Peiwu, estudaram áreas para expandir a interação científico-tecnológica entre os dois países. Este encontro ocorreu em 20 de agosto de 2025, após a visita de Peiwu à filial do Instituto Iraniano de Inovação e Tecnologia (iHiT) em Teerã.
Ao visitar o iHiT em Teerã, o funcionário chinês declarou que o Irã possui uma magnífica civilização e é habitado por pessoas inteligentes que alcançaram sucessos significativos. Ele acrescentou que a história do desenvolvimento tecnológico do país é gloriosa, e hoje eles se orgulham dos rápidos avanços tecnológicos do Irã na era moderna. Zhong Peiwu concluiu que a China e o Irã são duas grandes civilizações com ricas histórias, possuindo um enorme potencial para o desenvolvimento da cooperação científica.
Referindo-se à visita de Hossein Afshin, vice-presidente do Irã para Ciência, Tecnologia e Economia, à China e à abordagem aberta do país à cooperação internacional, o embaixador observou: «acreditamos que existem muitos potenciais caminhos para fortalecer a parceria entre os dois países».
Por sua vez, Rouzbakhsh enfatizou a necessidade de promover e acelerar a cooperação científica entre Irã e China, ressaltando a longa história de laços científicos, tecnológicos, econômicos e comerciais entre as duas nações. Ele também mencionou que o ecossistema de ciência e tecnologia do Irã alcançou um progresso significativo nos últimos anos, contando com mais de dez mil empresas baseadas em conhecimento. Ele observou que a contribuição de uma força de trabalho altamente qualificada e talentosa cria grandes oportunidades para o desenvolvimento conjunto.
Referindo-se aos Memorandos de Entendimento (MOU) assinados por Afshin e Ding Jisheng, vice-primeiro-ministro da República Popular da China durante a Segunda Conferência de Intercâmbio Científico e Tecnológico no âmbito da iniciativa «Uma Faixa, Uma Rota» em junho de 2025, Rouzbakhsh anunciou a total prontidão do Irã para cumprir esses acordos. Ele destacou as notáveis capacidades da China em inteligência artificial (IA) e o progresso do Irã nesta área, afirmando que a parceria em IA trará conquistas inestimáveis para a região e para o mundo.
Além disso, ele informou que a criação dos Laboratórios BRI (Belt and Road initiative LabsNet) desempenhará um papel crucial na expansão das interações científicas em nível internacional. Os dois países também concordaram em trocar pesquisadores, jovens cientistas e elites, bem como em participar conjuntamente nas feiras de cada país. A cooperação abrange esforços conjuntos nos setores de tecnologia, saúde e medicina, meio ambiente e agricultura.

