A Rússia planeia construir quatro centrais elétricas nucleares flutuantes adicionais, seguindo o exemplo do 'Akademik Lomonosov', que já está em operação e fornece energia e calor ao povoado de Pevek, na Chukotka, há vários anos.
A corporação Rosatom acredita que esta tecnologia fornecerá energia a regiões remotas, eliminando a necessidade de construir infraestrutura terrestre em grande escala.
Anúncio dos Planos
Azamat Khouchuev, diretor do departamento de desenvolvimento da Rota Marítima do Norte e da Ártica da corporação estatal, apresentou estes planos no fórum 'Ártico — Regiões'. Ele observou que a experiência prática com o 'Akademik Lomonosov' demonstrou a alta eficiência das centrais nucleares flutuantes.
A central termelétrica nuclear flutuante é um bloco de energia equipado com dois reatores KLT-40S, com uma potência elétrica total de 70 MW. O 'Akademik Lomonosov' está atracado em Pevek e é responsável pelo fornecimento de energia à cidade.
Ao contrário das usinas nucleares terrestres tradicionais, este tipo de instalação não requer a construção de uma central nuclear estática completa em terra.
Novos Projetos e Perspectivas
Planeia-se a construção de mais quatro blocos de energia flutuantes para fornecer eletricidade ao complexo mineiro de Baim. A capacidade instalada total destes novos blocos atingirá 424 MW. De acordo com os cálculos, o primeiro bloco será posto em funcionamento em 2028, e o quarto em 2031.
Khouchuev enfatizou que o formato flutuante permite definir a localização das centrais de forma flexível, o que contribui para a redução de custos e a formação de tarifas competitivas. Isto é especialmente importante para a Ártica, onde existem condições logísticas complexas e sistemas energéticos limitados em territórios remotos.
Além disso, a Rosatom pretende promover ativamente esta tecnologia nos mercados internacionais. Anteriormente, a corporação estatal declarou a intenção de começar a fornecer centrais nucleares flutuantes a compradores estrangeiros a partir de 2030.
