CFO da OpenAI prevê que a empresa pode se tornar pública em 2027 ou antes
Leia mais
Olhar Digital
olhardigital.com.br

CFO da OpenAI prevê que a empresa pode se tornar pública em 2027 ou antes

A OpenAI tem a possibilidade de se transformar em uma empresa de capital aberto em 2027, ou até mesmo antes, dependendo da aceleração contínua do desempenho de seus negócios. Essa projeção foi comunicada pela diretora financeira da companhia, Sarah Friar, durante uma reunião com os colaboradores realizada nesta quarta-feira, dia 19, conforme noticiado pela CNBC.

De acordo com fontes próximas às declarações da executiva, Friar assegurou que a organização se tornará uma companhia pública em 2027, mas ressaltou que a entrada no mercado poderia ocorrer antes, caso a evolução dos negócios persista. Ela enfatizou que o IPO representa apenas um marco e mais uma rodada de captação, afirmando: «O IPO não é uma linha de chegada, é um marco, outra rodada de captação».

Friar mencionou que a empresa levantou US$ 122 bilhões (equivalente a R$ 632 bilhões) em março, o que confere à companhia certa flexibilidade financeira. Anteriormente, a OpenAI havia apresentado confidencialmente seu prospecto para uma Oferta Pública Inicial (IPO) à Securities and Exchange Commission (SEC), o órgão regulador do mercado de capitais dos Estados Unidos, em junho, embora ainda não tenha divulgado publicamente a data de estreia na bolsa.

A OpenAI enfrenta a necessidade de justificar uma avaliação de US$ 852 bilhões (R$ 4,41 trilhões) antes de uma possível abertura de capital, e os investidores aguardam detalhes financeiros mais aprofundados. Durante a reunião de quarta-feira, Friar exibiu indicadores recentes, mostrando que a taxa de receita anualizada da OpenAI cresceu 35% no trimestre atual, enquanto a receita anualizada gerada por clientes corporativos subiu 50%.

Adicionalmente, a área de ferramentas de produtividade e programação baseadas em inteligência artificial da OpenAI atingiu 20 milhões de usuários ativos semanais. A empresa reportou aos investidores ter registrado US$ 6,7 bilhões (R$ 34,7 bilhões) em receita no segundo trimestre, um aumento de 18% comparado aos primeiros três meses do ano. A taxa de receita anualizada da companhia ultrapassou recentemente US$ 40 bilhões (R$ 207,1 bilhões).

Em contraste, a Anthropic informou aos investidores que sua taxa de receita anualizada alcançou US$ 65 bilhões (R$ 336,6 bilhões) até o final de julho, sete vezes maior que um ano antes, e apresentou uma receita preliminar de US$ 11,5 bilhões (R$ 59,6 bilhões) no segundo trimestre.

Mudanças na liderança da OpenAI

As declarações de Friar ocorrem em um contexto de recentes alterações na alta gestão da OpenAI, um movimento que gerou apreensão entre parte dos investidores. Na semana anterior, Denise Dresser, diretora de receita, deixou seu cargo após apenas oito meses na empresa. Dois dias antes, Brad Lightcap, um dos executivos mais antigos, anunciou o término de sua jornada de oito anos na companhia para iniciar novos projetos.

Em julho, Fidji Simo, responsável pelo setor de produtos da OpenAI, também renunciou à função executiva para focar na recuperação de uma condição crônica, passando a atuar como consultor em tempo parcial. Atualmente, os executivos remanescentes, incluindo Friar, o CEO Sam Altman e o presidente Greg Brockman, precisam projetar estabilidade diante das preocupações dos investidores, que observam a concorrência, o avanço de modelos de IA de código aberto ou com pesos abertos, e outros fatores que podem impactar o mercado.

Brockman refutou as inquietações sobre a rotatividade de pessoal durante uma entrevista à CNBC na segunda-feira, dia 17. Ele argumentou que tal movimentação não é incomum, mas acrescentou que a diferença da OpenAI reside no fato de estar sob maior escrutínio público, fazendo com que cada saída seja examinada de maneira distinta em comparação com outras corporações.

Popular