O vice-primeiro-ministro russo Alexander Novak declarou em entrevista à televisão estatal que o país entrou na segunda fase de uma situação de mercado tensa com combustíveis, e que as autoridades estão avaliando para onde redirecionar os fluxos adicionais.
Novak acrescentou que espera-se que várias refinarias de petróleo retomem suas operações em breve após manutenção técnica, o que deve levar a uma melhoria significativa na situação do mercado.
Anteriormente, na última quinta-feira, as autoridades russas admitiram que a refinaria de Orsk, localizada na região de Orenburg, perto das Montanhas Urais e alvo de ataques ucranianos, não está funcionando e que o reparo levará seis meses.
No final de julho, a mídia internacional relatou que a refinaria na região de Ryazan, ao sul de Moscou, também ficou inoperante após ataques ucranianos, sendo que neste caso o reparo deve levar algumas semanas.
Quanto à refinaria em Tyumen, localizada a cerca de 2000 quilômetros da fronteira russa com a Ucrânia, no Sibéria Ocidental, é desconhecido quando suas operações serão retomadas.
Hoje, Novak garantiu que o Governo adotou uma série de medidas para resolver a crise de combustível e continua implementando novas iniciativas. Entre elas, há a proibição da exportação de diesel e o início da importação de combustível.
Há algumas horas, foi noticiado que pelo menos duas redes de postos de gasolina restringiram novamente a venda de combustível em Moscou devido à escassez causada pelos ataques de drones ucranianos.
Essas declarações contrastam com a posição do chefe de Estado Vladimir Putin, que hoje afirmou que, embora os ataques ucranianos em território russo causem danos, os bombardeios 'não têm consequências graves'.
