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Detalhes do novo Hyundai Tucson
Em um contexto onde o equilíbrio ou o 'meio-termo' é criticado no universo automotivo, a Hyundai revelou a quinta geração do Tucson. Este modelo, que introduziu anteriormente o design com faróis integrados à grade, agora ostenta um visual renovado denominado pela própria Hyundai como “Art of Steel”.
Um dos elementos visuais mais proeminentes são os novos conjuntos de luzes em formato de “H”, presentes tanto na frente quanto na traseira. A Hyundai optou por utilizar iluminação indireta, em vez de LEDs expostos, para alcançar um efeito mais uniforme. Para aqueles que consideram o Tucson padrão muito angular, existe a variante XRT, que possui para-choques mais robustos, protetores inferiores e molduras de para-lama mais volumosas, acentuando sua estética aventureira.
As alterações internas são menos drásticas. O painel foi redesenhado para ser mais horizontal e incorpora uma grande tela central. Contudo, a Hyundai evitou transformar todos os controles em toque, mantendo botões físicos no volante, e introduziu materiais claros juntamente com aplicações de madeira.
Ainda não foram divulgadas as especificações mecânicas da nova geração, pois a Hyundai não detalhou as motorizações, embora o Tucson já estivesse em desenvolvimento com foco em sistemas híbridos. Há também incerteza sobre se o veículo retornará ao Brasil, o que seria benéfico para diversificar o mercado de carros genéricos.
BMW adapta X5 de primeira geração com motor V10
A quinta geração do BMW X5 foi lançada no final de junho, trazendo a identidade visual “Neue Klasse” e uma versão híbrida plug-in de 612 cv como topo de linha, enquanto o modelo M com motor V8 ainda não chegou. No entanto, a BMW desenvolveu um projeto mais singular: adaptar um X5 de primeira geração com o motor V10 aspirado do BMW M5 E60.
Este projeto faz parte de uma colaboração contínua entre a BMW e a grife americana Kith. Diferentemente de um BMW XM anterior, este novo projeto é mais substancial. Utilizando como base o BMW X5 2000 do fundador da Kith, Ronnie Fieg, o objetivo foi criar um restomod clássico. O visual original do carro foi preservado, com modificações limitadas a detalhes de acabamento, como as inscrições “KITH” nas pinças de freio e no painel de instrumentos, além de para-choques com design mais esportivo.
A principal alteração ocorreu no compartimento do motor, que agora abriga o V10 S85 do BMW M5 E60, acoplado a um câmbio manual de seis marchas, mantendo o sistema de tração integral. Segundo a BMW, o projeto demorou mais de um ano para ser concluído, incluindo uma restauração completa da carroceria e do interior aos padrões originais, simulando que o V10 sempre esteve presente.
Embora não tenham sido fornecidos detalhes mecânicos, o veículo mantém as características do X5 de primeira geração, apresentando 507 cv a 7.750 rpm e 53 kgfm de torque a 6.100 rpm. A suspensão também foi refeita, e o projeto é comparado ao X5 com motor V12 criado pela BMW para celebrar sua vitória nas 24 Horas de Le Mans de 1999.
Adicionalmente, BMW e Kith criaram um X5 personalizado com pintura Frozen Titanium Silver.
A picape média Kia Tasman foi finalmente lançada no Brasil após quase um ano de confirmação, com a meta de competir contra a Toyota Hilux, líder de vendas no segmento, e outras rivais como Chevrolet S10, Ford Ranger e Mitsubishi Triton.
Inicialmente, a Tasman chega na versão GL, com preço de R$ 249.990. Ela é equipada com um motor 2.2 turbodiesel de 210 cv e 45 kgfm de torque, idêntico ao usado no SUV Sorento. O veículo conta com transmissão automática de oito marchas, tração 4x4 e seletor de terreno. Sua aceleração de 0 a 100 km/h leva 10,2 segundos. A Tasman oferece modos de condução (Eco, Normal, Sport e MyDrive) e três configurações de terreno (Areia, Neve e Lama).
Para enfrentar condições adversas, a Kia especifica que a Tasman possui um ângulo de entrada de 28,9°, ângulo de saída de 25° e um vão livre do solo de 23,1 cm. Apesar de não ter snorkel, ela suporta imersão de aproximadamente 80 cm.
Com dimensões de 5,41 metros de comprimento, 1,93 m de largura, 1,89 m de altura e 3,27 de entre-eixos, a Tasman é ligeiramente maior e mais larga que a média dos concorrentes. A caçamba possui 1,51 m de comprimento por 1,57 m de largura e 54 cm de profundidade, totalizando um volume de 1.173 litros, com capacidade de carga útil de 1.190 kg.
Visualmente, a Tasman adota um estilo mais ousado que seus concorrentes, caracterizado por para-lamas proeminentes com apliques em plástico preto e um capô mais baixo. Os faróis e lanternas são discretos e as formas gerais são retilíneas e funcionais, um design que gera opiniões divididas, mas que chama a atenção.
O interior apresenta um aspecto mais convencional, seguindo o estilo contemporâneo com um cluster de instrumentos integrado à central multimídia, ambos com telas de 12,3 polegadas e um console central elevado. Os equipamentos incluem ar-condicionado digital de cinco polegadas sensível ao toque, chave presencial, partida por botão, faróis de LED, carregador por indução e sensores de estacionamento dianteiro e traseiro. A segurança é reforçada com sete airbags (frontais, laterais e de cortina), controle eletrônico de tração e estabilidade, assistente de descida, assistente de partida em rampas, sistema de estabilidade para reboque e frenagem automática pós-colisão.
Por fim, a Tasman ainda não está disponível no configurador da Kia, mas deve chegar às concessionárias em breve.
Desejo da Bugatti: V16 com câmbio manual
A possibilidade de um Bugatti equipado com motor V16 e câmbio manual é uma realidade emergente, indicando que fabricantes de hipercarros estão atendendo à demanda de clientes dispostos a pagar por um pedal de embreagem. Mate Rimac, presidente da Bugatti, confirmou essa possibilidade durante o festival de Monterey, na Califórnia, declarando enfaticamente: “Sim, com certeza. Definitivamente. Concordo 100%. Imagine um V16 com câmbio manual. Um câmbio manual de verdade”.
Essa declaração faz alusão direta à Ferrari, que recentemente apresentou a 12Cilindri com opção de câmbio automático que simula trocas manuais e pedal de embreagem. Dado que a Bugatti permite modelos exclusivos através de seu programa Solitaire, é plausível que um bilionário financie o desenvolvimento de um Tourbillon com três pedais.
No entanto, isso representa um desafio significativo, visto que o hipercarro atual da Bugatti utiliza um V16 aspirado projetado para operar em conjunto com três motores elétricos e um câmbio automático. Por outro lado, considerando o entusiasmo de Rimac, não é improvável que um modelo exclusivo ou uma edição limitada abandone completamente o sistema híbrido, utilizando apenas os 1.014 cv gerados pelo V16, alinhando-se às tendências do segmento de hiperesportivos.
Mercedes descarta novo V8 para o C63 AMG
O novo V8 biturbo de virabrequim plano da Mercedes, utilizado inclusive em modelos Maybach, não será implementado no C63 AMG, nem mesmo como substituição para o C63 2.0. O motivo, segundo especialistas, é financeiro.
Klaus Rehkugler, responsável por gestão de produto e treinamento global da Mercedes-Benz, confirmou que o novo V8 será destinado às versões de alta performance do CLE Coupé e Cabriolet, mas praticamente excluiu seu uso no Classe C. Ele justificou que o custo-benefício não se justifica, já que o Classe C desta geração está no mercado desde 2021 e acabou de passar por sua atualização de meia-vida, tornando o investimento em um novo V8 inviável no tempo restante de produção.
Atualmente, o C 63 S E Performance substituiu o tradicional motor de oito cilindros por um 2.0 turbo de quatro cilindros ligado a um sistema híbrido, gerando 680 cv, embora a potência máxima seja alcançada apenas em curtos períodos. Historicamente, a identidade do C63 foi construída sobre o lendário V8 6.2 da geração W204, e o W205 manteve os oito cilindros de 4 litros com dois turbos, apresentando um caráter mais próximo ao muscle car europeu.
A decisão de migrar para o 2.0 do Classe A, com tecnologia inspirada na Fórmula 1, resultou no fiasco que foi o C63 W206. Embora a AMG tenha insistido no V8, dando origem ao motor de virabrequim plano atual, este deve permanecer em produção por pelo menos dez anos. Contudo, uma nova geração do Classe C é prevista para partir do final de 2028, momento em que Rehkugler não descartou a possibilidade de o novo motor ser incluído, caso o C63 não absorva o CLE 63.
Enquanto isso, o espaço deixado pelo C 63 será ocupado por um novo C 53, que deve vir equipado com um motor de seis cilindros, sem o complexo sistema híbrido do modelo atual, o que é considerado aceitável, dado que o Classe C AMG iniciou com seis cilindros. O retorno do V8, que conferiu ao modelo seu status de desejo, está previsto para 2028.
