O cadete Karnal Kaushal Kashyap, com experiência de serviço no Para SF e NSG, compartilhou em entrevista à publicação 'The Lallantop' muitos aspectos pouco conhecidos de sua carreira militar. Ele detalhou o treinamento na NSG e no Para SF, operações antiterrorismo, trabalho nas florestas de Manipur e treinamento de sobrevivência em condições difíceis.
Assim que começava o estágio no Para SF, a resistência física dos combatentes era testada. Eles recebiam marchas de corrida de 20, depois 30 e após 40 quilômetros. A distância era aumentada mensalmente. Além disso, eles tinham que percorrer a distância estipulada dentro do tempo determinado, carregando uma carga total de 22-23 quilos, incluindo armas e equipamentos pesando cerca de 18,5 kg.
O preparo físico começava de manhã cedo e incluía corrida diária, escalada em cordas e vários exercícios. Além de testar a força física, o estágio do Para SF também testava a mente. Karnal Kashyap recorda como lhe era pedido coletar informações sobre todos os túmulos em um cemitério ou realizar tarefas para capturar cobras.
Havia também tarefas que Karnal Kashyap se recusou a mostrar às câmeras, observando que não poderia divulgar publicamente tais missões. O objetivo dessas missões era preparar os soldados para situações em que deveriam manter a calma e a clareza mental, apesar do medo ou estresse.
Após os treinos físicos diurnos, os estudos e trabalhos de pesquisa começavam à noite. Os oficiais eram encarregados de conduzir pesquisas sobre vários tópicos e preparar relatórios. Além disso, era necessário se preparar para aulas de invasão, navegação e tática de combate. Por causa disso, muitas vezes era preciso ficar acordado até duas horas e meia da manhã e depois levantar cedo, deixando muito pouco tempo para dormir.
Durante os treinos, era realizada uma atividade na qual o soldado ficava sozinho na floresta por dois dias. A tarefa consistia em encontrar comida e sobreviver na natureza por conta própria. Segundo Karnal Kashyap, este exercício ocorria nas florestas de Nagaland. Os moradores locais que viviam na floresta encontravam plantas comestíveis com antecedência, o que tornava a busca por alimentos para os soldados muito difícil, e eles tinham que se contentar com o que encontravam.
No terceiro dia, o grupo de treinamento saía para a floresta com cães. Os cães eram amarrados aos soldados, cheirando suas camisas, e os combatentes precisavam sair dessa área, evitando os cães. No treinamento, também simulavam a situação de 'prisioneiro de guerra' (Prisoner of War). O soldado não era deixado dormir, era mantido algemado e submetido a vários tipos de punição. Isso era feito para que, em caso de operação real, o soldado pudesse suportar a pressão psicológica e física.
Durante o treinamento de sobrevivência na floresta, ocorreu um incidente que Karnal Kashyap lembra até hoje: uma cobra se tornou seu companheiro.
