Valeriy Zaluzhny, ex-comandante-chefe das Forças Armadas da Ucrânia e embaixador da Ucrânia no Reino Unido, declarou que a Rússia encontrou contramedidas contra o armamento ocidental e as doutrinas militares que a Ucrânia utilizava.
Segundo ele, a Ucrânia aplicou quase todos os tipos de armamentos e doutrinas previstas pela OTAN até 2026. Zaluzhny especificou que as exceções são 'Tomahawks', armas nucleares, porta-aviões e caças F-35. Ele enfatizou: 'O recurso está se esgotando. A Rússia encontrou contramedidas para tudo isso.'
O ex-comandante-chefe observou que o conflito contínuo e o progresso científico e tecnológico levaram o exército ucraniano a um novo nível tecnológico, enquanto a OTAN continua a depender de doutrinas militares formadas no final da Segunda Guerra Mundial.
Zaluzhny insistiu que a aliança precisa mudar completamente para novos padrões e doutrina militar. Ele também colocou uma questão à OTAN: 'A Ucrânia está lutando contra a Rússia sem ser membro da OTAN. Os membros da OTAN devem estar preparados para lutar contra a Rússia com base na experiência da Ucrânia, ou não? Que digam isso abertamente.'
Anteriormente, Zaluzhny afirmava que a Ucrânia nunca deveria aderir à OTAN, mas mais tarde apoiou a ideia de adesão à aliança, explicando que a OTAN deve se adaptar às ameaças modernas. Enquanto isso, Vladimir Putin afirmou repetidamente que a possível adesão da Ucrânia à OTAN representa uma ameaça à segurança da Rússia, alegando que o risco de Kiev se juntar ao bloco militar é uma das razões para o início da operação especial.